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CGTP: Governo deve aceitar reivindicações para maior estabilidade política

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TIAGO PETINGA/ Lusa

Arménio Carlos esteve reunido esta terça-feira com Marcelo Rebelo de Sousa que completa o segundo dia de audiências com partidos, sindicatos e patrões

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, instou esta terça-feira o Governo a aceitar as reivindicações da estrutura sindical para uma estabilidade política no país e considerou que o próximo Orçamento do Estado (OE2017) deve responder aos problemas dos trabalhadores.

"A vida já mostrou que quanto mais o Governo se deixar pressionar, em pior condição está para dar sequência aquilo que se propôs fazer com os restantes partidos da maioria que neste momento suporta a atividade governativa. Entendemos que este é o momento de haver uma posição muito clara na apresentação do OE em corresponder às necessidades dos trabalhadores e da população", disse o sindicalista.

De acordo com o líder da CGTP, que falava aos jornalistas no final de uma audiência com o Presidente da República, em Belém, "este é o momento para dar um salto qualitativo" e para romper com as políticas impostas pelo executivo anterior, de Pedro Passos Coelho.

"Valorizamos muito o que foi o corte com a política do passado, houve uma inversão, foi um sinal importante, mas isto é um processo. Estamos numa segunda fase. Se passarmos da fase de reposição vamos entrar na fase de melhoria […] Entendemos que a mudança tem de se concretizar, porque mais do que falar em mudança é preciso demonstrar que a mudança é possível", insistiu o dirigente sindical.

O aumento dos salários e o fim da norma caducidade da contratação coletiva são matérias essenciais para a CGTP e que devem constar do próximo orçamento.

Arménio Carlos insistiu que o executivo deve acatar as propostas da Inter, considerando que "a melhor forma de assegurar estabilidade é procurar ser sensível às propostas e reivindicações da CGTP".

Apelou, assim, ao Governo de António Costa para que não ceda a pressões externas e internas e para que ouça a CGTP com vista "a encontrar soluções para resolver os problemas do país", pois "com isso vai ter estabilidade".

A concluir, Arménio Carlos ironizou dizendo que tal como num carro, é altura de acelerar: "Se até agora andámos com a primeira velocidade, neste momento temos de meter a segunda velocidade, é isso que exigimos ao Governo".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu esta tarde os parceiros sociais para uma análise da situação política, depois de na segunda-feira ter recebido os partidos com assento parlamentar sobre a matéria.