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PSD manifesta "preocupações" com "riscos" da execução orçamental do 2.º semestre

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Duarte Pacheco defendeu que “a despesa não cresceu tanto porque não se pagou”, justificando que os “pagamentos em atraso aumentaram dramaticamente desde o início do ano, mais de 230 milhões de euros em dívida por parte do Estado”

O deputado do PSD Duarte Pacheco mostrou-se esta segunda-feira preocupado com os "riscos" no segundo semestre para a execução orçamental de 2016, ao contrário dos "partidos que suportam o Governo", que considerou "eufóricos".

"Os partidos que suportam o Governo estão eufóricos", ironizou o parlamentar social-democrata antes de manifestar as "preocupações" do seu partido, designadamente com uma "receita que cresce muito abaixo do estimado, nomeadamente em vários impostos - com a exceção do imposto sobre os combustíveis, que cresce 40% -, o que prova que a economia está praticamente à beira da estagnação".

O défice orçamental em contas públicas caiu para os 2.867,2 milhões de euros até junho, menos 971,2 milhões de euros do que nos mesmos meses de 2015, segundo dados hoje publicados pela Direção-Geral do Orçamento, uma evolução que resultou de um crescimento da receita (2,9%) superior ao da despesa (0,2%).

"Ao nível da despesa, encontramo-la maior que a de 2015, apesar de o Governo fazer um corte brutal no investimento, praticamente 20%. Este corte faz com que a receita compense a redução de despesa prevista e automaticamente o défice cai", continuou Duarte Pacheco.

O deputado do PSD sublinhou que "os pagamentos em atraso aumentaram dramaticamente desde o início do ano, mais de 230 milhões de euros em dívida por parte do Estado", ou seja, "a despesa não cresceu tanto porque não se pagou".

"O segundo semestre tem alguns fatores extremamente relevantes: a receita tenderá a cair mais porque o IVA da restauração desceu e a despesa tenderá a crescer mais porque há reposição salarial por inteiro, logo os riscos são grandes", avisou ainda Duarte Pacheco.