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PCP diz que OE2017 é “prova importante”

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TIAGO PETINGA/Lusa

Jerónimo de Sousa diz “nem sim, nem não” ao Orçamento do próximo ano e considera uma necessidade absoluta aumentar salários e manter a reposição de direitos e rendimentos

Uma delegação do PCP, chefiada por Jerónimo de Sousa, foi esta tarde a Belém transmitir ao Presidente da República a “preocupação” dos comunistas “por estar a ser dada uma centralidade excessiva à questão do défice e fala-se menos da linha que tem que se prosseguir para devolução de rendimentos”aos portugueses.

Em declarações à saída da audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, Jerónimo defendeu que o Governo “em vez de se encolher perante a chantagem da UE” deve apostar “no investimento, desenvolvimento económico e reforço da produção nacional”.

O secretário-geral do PCP fez avisos ao Governo de António Costa sobre o próximo Orçamento do Estado. Admitindo que já foram estabelecidos “contactos normais” entre PCP e PS, os comunistas classificam o documento como uma “prova importante”. Jerónimo de Sousa não se compromete, para já, com voto favorável ao OE2017: “Não posso dizer nem sim, nem não a uma coisa que não conheço”.

Determinante a ultrapassar as dificuldades que são “muitas”, disse o líder comunista, admitindo ainda que é possível avançar neste rumo da reposição de direitos e rendimentos. “É uma prova que tem que ser feita.”

O PCP reconheceu ainda a necessidade absoluta de aumentos salariais. “Faremos tudo para que esses aumentos se verifiquem na Administração Pública e no sector privado. A vida provou que não é com precariedade e cortando salários e direitos que pomos Portugal a produzir”, insistiu.

Questionado sobre a solidez do acordo à esquerda, Jerónimo reafirmou que a posição conjunta com o PS foi concretizada “no essencial” e que o Governo pode contar com o PCP na continuação da política de recuperação dos rendimentos.

“Tudo o que seja este caminho de reconquista de direitos, o PCP estará presente. Compreenderão que qualquer inversão deste caminho, como o PSD atualmente propõe, o PCP naturalmente não estará de acordo”, concluiu.