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Política

Marcelo ouve hoje partidos com assento parlamentar sobre a situação política

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José Caria

Questionado sobre o significado destes encontros, o Presidente da República disse tratar-se de uma rotina que quis implementar durante o seu mandato com intervalos de dois meses e meio

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai começar a receber esta segunda-feira os partidos com assento parlamentar e os parceiros sociais para uma análise da situação política.

Os partidos vão ser recebidos no Palácio de Belém na segunda-feira, com intervalos de uma hora, entre as 12 horas e as 18 horas, por ordem crescente da sua representação no parlamento: PAN (Pessoas-Animais-Natureza), Partido Ecologista "Os Verdes", PCP, CDS-PP, Bloco de Esquerda, PS e PSD.

Os parceiros sociais CGTP, CIP, CCP e CTP serão ouvidos na terça-feira, entre as 14 horas e as 17 horas. E a CAP será recebida na quarta-feira às 17 horas, sendo que a UGT já foi recebida pelo chefe de Estado na passada quarta-feira, às 14 horas.

Questionado sobre o significado destes encontros, o Presidente da República disse tratar-se de uma rotina que quis implementar durante o seu mandato com intervalos de dois meses e meio.

"Terminou a sessão legislativa, houve o debate do Estado da Nação, vai arrancar a elaboração do orçamento para 2017 e, portanto, é uma grande ocasião para ouvir todos os partidos com assento na Assembleia da República e todos os parceiros económicos e sociais", explicou.

O chefe de Estado acrescentou que não considera provável uma crise política que possa obrigar a eleições legislativas antecipadas, apoiando-se em sondagens políticas e nas previsões de cumprimento das metas estabelecidas em termos de défice.

"É possível dizer que a meta que é o compromisso nacional de um défice inferior a 3%, eventualmente até inferior a 2,7%, até agora é possível", disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas à margem de uma homenagem à escritora Lídia Jorge, na quinta-feira, em Loulé.

Um cenário que leva o Presidente da República a afirmar que não vê sinais de crise política ou de qualquer risco de incumprimento nacional apoiando-se nos números de junho relativos às receitas e despesas que apontam que "a execução orçamental está sob controlo".

"Continuo a entender que eleições agora no futuro são as dos Açores, em outubro, e são as para as autarquias em outubro do ano que vem", sublinhou.

Desde que tomou posse, a 9 de março, Marcelo Rebelo de Sousa já chamou por duas vezes os partidos com assento parlamentar a Belém, a última das quais há menos de um mês, a 27 e 28 de junho, por imposição constitucional, no quadro da marcação da data das eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Há cerca de três meses, a 26 de abril, Marcelo Rebelo de Sousa reuniu-se com cada um dos sete partidos com assento parlamentar para debater temas específicos na agenda política, o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas apresentados pelo Governo do PS, com um intervalo para ir a um jogo de ténis do Estoril Open.