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Catarina Martins: “Presidente não tem nenhum motivo para intranquilidade”

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TIAGO PETINGA / Lusa

A líder do Bloco assegura que o partido nunca deu motivos a Marcelo Rebelo de Soua para a “intranquilidade”. E reiterou que o BE “nunca pactuará com medidas de austeridade”,acrescentando que “até agora” não houve da parte do Governo “nenhuma indicação de que não queira respeitar o acordo que foi feito”

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, afirmou esta segunda-feira que o seu partido está empenhado em manter o acordo com o PS e considerou que o Presidente não tem nenhum motivo para intranquilidade.

"Eu julgo que o Presidente não tem nenhum motivo para intranquilidade. O BE nunca lhe deu motivos para isso", declarou Catarina Martins aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, no final de uma reunião com o chefe de Estado sobre a situação política, que durou cerca de uma hora.

Sobre o Orçamento do Estado para 2017, a coordenada do BE reiterou que o seu partido "nunca pactuará com medidas de austeridade", mas disse que "até agora" não houve da parte do Governo "nenhuma indicação de que não queira respeitar o acordo que foi feito".

Catarina Martins chefiou uma delegação do BE composta também pelo líder parlamentar, Pedro Filipe Soares, e pelo deputado e vice-presidente da Assembleia da República José Manuel Pureza.

Num balanço da sessão legislativa, a coordenadora do BE considerou que, apesar das divergências, o acordo que sustenta o apoio do seu partido ao Governo do PS "tem estado a ser cumprido" e que "existem condições em Portugal para se continuar a fazer este caminho".

Catarina Martins esteve acompanhada por José Manuel Pureza e Pedro Filipe Soares durante o encontro com o Marcelo

Catarina Martins esteve acompanhada por José Manuel Pureza e Pedro Filipe Soares durante o encontro com o Marcelo

TIAGO PETINGA/ Lusa

"Esperamos continuar o percurso que tem vindo a ser feito no próximo Orçamento do Estado", acrescentou.

A coordenadora do BE defendeu que deve ser preparada uma proposta de Orçamento para 2017 "fiel ao acordo" com o PS, "um acordo para a recuperação de rendimentos do trabalho, que proteja o Estado social, que pense sobretudo e em primeiro lugar nas pessoas que vivem neste país".

"Não vemos porque é que não há de Portugal continuar a fazer o percurso que temos feito", reforçou.

Catarina Martins referiu que o Orçamento "está a ser trabalhado" e, questionada sobre a questão do congelamento de carreiras na função pública, respondeu: "As negociações fazem-se à mesa e o BE negociará o Orçamento do Estado com o Governo e com o PS".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está esta segunda-feira a receber os sete partidos com assento parlamentar para uma análise da situação política, e irá ouvir também os parceiros sociais, até quarta-feira.

Na quarta-feira, em Loulé, o chefe de Estado disse que estes encontros com os partidos e parceiros sociais fazem parte de uma rotina que decidiu instituir, com intervalos de dois meses e meio.

Há cerca de três meses, a 26 de abril, Marcelo Rebelo de Sousa reuniu-se os partidos com assento parlamentar para debater dois temas específicos na agenda política, o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas apresentados pelo Governo do PS.