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CDS-PP diz que Governo está a “empurrar com barriga” problema orçamental

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Marcos Borga

Cecília Meireles sublinhou que há “pagamentos em atraso no valor de mais 225 milhões de euros do que em 2015”

A vice-presidente do CDS-PP Cecília Meireles apontou esta segunda-feira "o péssimo hábito de regressar ao passado" do Governo socialista, ao "empurrar o problema com a barriga", comentando a execução orçamental do primeiro semestre.

"A cada mês que passa, e passado este primeiro semestre, torna-se muito visível o péssimo hábito de regressar ao passado de empurrar o problema com a barriga", disse, no parlamento, salientando "pagamentos em atraso no valor de mais 225 milhões de euros do que em 2015" e que, "só este mês, os pagamentos em atraso nos hospitais aumentaram mais 75 milhões de euros".

Cecília Meireles, além de citar o "passivo não financeiro, ou seja, as contas a fiado da administração (pública), de mais 349 milhões de euros face a dezembro de 2015", classificou ainda as cativações, que "são, na realidade, cortes que importa saber onde estão e como se estão a fazer sentir", adiantando relatos alarmantes de escolas.

"Também fica cada vez mais claro que este é, de facto, um orçamento de austeridade porque se olharmos para os resultados vemos que são construídos à volta de um aumento da receita fiscal, dos impostos, sobretudo sobre a gasolina e gasóleo, que aumenta quase 500 milhões de euros (25%)", acrescentou.

O défice orçamental em contas públicas caiu para os 2.867,2 milhões de euros até junho, menos 971,2 milhões de euros do que nos mesmos meses de 2015, segundo dados hoje publicados pela Direção-Geral do Orçamento, uma evolução que resultou de um crescimento da receita (2,9%) superior ao da despesa (0,2%).