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CDS: “Esquerdas unidas” têm sido incapazes de relançar investimento e emprego

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José Sena Goulão/ Lusa

Assunção Cristas, após o encontro com o Presidente da República, considereou que o Governo de Costa apoiado por BE, PCP e Verdes não está a fazer “nada de bem à economia, à vida dos portugueses, numa perspetiva de médio e de longo prazo”. Referiu ainda que parece m estar a “empurrar com a barriga” a despesa pública

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu esta segunda-feira que "a solução governativa das esquerdas unidas" tem sido incapaz de relançar o investimento e o emprego e parece estar a "empurrar com a barriga" a despesa pública.

Assunção Cristas falava aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, no final de uma reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a situação política, que durou cerca de uma hora.

A presidente do CDS-PP disse que esta conversa com o chefe de Estado "foi sobre esta sessão legislativa e sobre a avaliação deste momento" e manifestou-se preocupada sobretudo com a economia, mas também com a situação do setor financeiro.

Segundo Assunção Cristas, o Orçamento do Estado para 2016 tem sido "claramente incapaz de relançar a economia portuguesa, claramente incapaz de relançar o emprego".

"Esta solução das esquerdas unidas não nos parece que esteja a fazer nada de bem à economia, à vida dos portugueses, numa perspetiva de médio e de longo prazo", acrescentou.

TIAGO PETINGA/ Lusa

Questionada sobre o Orçamento do Estado para 2017, a presidente do CDS-PP respondeu: "Essa não é uma matéria que nos preocupe, porque também não nos ocupa". Interrogada sobre a solidez da atual maioria de apoio ao Governo do PS, remeteu também essa questão para "os seus protagonistas".

"Por nós, naturalmente, não teríamos uma solução de Governo das esquerdas unidas. Não me compete a mim estar a fazer avaliações sobre a solidez ou sobre o momento menos bom ou menos bom da solução governativa das esquerdas unidas", declarou.

Os jornalistas insistiram, contudo, para que esclarecesse se o CDS-PP aceitaria fazer parte de uma solução de Governo em cenário de crise.

"Eu não vou estar a comentar nenhum cenário que não está em cima da mesa", retorquiu Assunção Cristas. "Não depende de nós a manutenção ou não da atual solução governativa", acrescentou.

Assunção Cristas chefiou uma delegação do CDS-PP composta também pelo líder parlamentar, Nuno Magalhães, e pelo vice-presidente deste partido Nuno Melo.

A ex-ministra da Agricultura prometeu fazer "uma oposição muito firme, acutilante sempre que possível e também construtiva na área social", continuando a trazer para a agenda política temas como a natalidade e o envelhecimento ativo - que, alegou, se não fosse o CDS-PP, "estariam esquecidos".