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Passos prevê cenário negro: “A austeridade está cá toda”

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José Sena Goulão/Lusa

Líder do PSD diz que a estratégia de rápido crescimento e criação de emprego e investimento do Governo “está a sair ao contrário” e os portugueses vão sentir as consequências “muito antes das autárquicas”

O presidente do PSD anteviu quarta-feira um cenário negro económico-social em Portugal, "muito antes das autárquicas" de 2017, ao fazer o balanço da primeira sessão legislativa do Governo PS, no Conselho Nacional do PSD.

"A conversa de que a austeridade acabou é mentirosa. A austeridade está cá toda", afirmou o ex-primeiro-ministro na reunião à porta fechada, num hotel lisboeta, segundo fonte oficial social-democrata, acrescentando que a realidade se irá impor "muito antes das autárquicas" (setembro/outubro de 2017) e os portugueses vão aperceber-se e "sentir".

Dedicando-se a temas como economia, sistema financeiro e Europa, Passos Coelho considerou lamentável a anunciada estratégia de rápido crescimento e criação de emprego e investimento do secretário-geral socialista, António Costa, atual chefe do executivo apoiado também por BE, PCP e PEV, "que está a sair ao contrário".

Segundo o líder social-democrata, há uma nova narrativa do Governo socialista, consistindo em atribuir agora a responsabilidade ao elenco anterior, liderado por si e Paulo Portas, e riscos e repercussões, já para o segundo semestre em termos de execução orçamental devido a dívida não reconhecida, nomeadamente no setor da saúde.

Passos Coelho comparou a situação atual à de 2010, quando Portugal só conseguia financiamento através da ajuda do Banco Central Europeu, pois "a margem para pedir emprestado é virtualmente nula".

O presidente do PSD condenou o facto de o Governo estar a desbaratar a credibilidade e consolidação das contas públicas alcançada anteriormente perante uns "patetas alegres que acham que nada disto existe", ou seja, a degradação económica e social do país.