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Passos: o que se passa no Novo Banco é “quase criminoso”

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Rui Duarte Silva

Líder do PSD responde às acusações de António Costa e acusa o governo de promover “uma destruição de valor sem perdão“ na CGD e de ter um comportamento “quase criminoso” no caso do Novo Banco

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

"Quase criminoso"; "sem perdão" - Pedro Passos Coelho carregou esta quarta-feira no vocabulário em reação às acusações lançadas ontem pelo primeiro-ministro sobre a herança recebida pelo atual governo no sector bancário.

"O PSD não tem a menor credibilidade para falar em matéria de sistema financeiro. Para encenar uma falsa saída limpa do programa de ajustamento, o PSD escondeu a situação do BES e do Banif", acusou António Costa na terça-feira. Menos de vinte e quatro horas depois, teve a resposta do seu antecessor.

O líder do PSD frisou as diferenças entre o estado da banca quando o anterior governo entrou em funções e quando saiu, e sugeriu a Costa "exercer o seu mandato de primeiro-ministro com outra serenidade e a escolher melhor as palavras que utiliza". As palavras de Passos, essas, não foram meigas.

Sobre o processo de venda do Novo Banco, o líder do PSD acusou o governo de estar a fazer uma gestão "quase criminosa". Já quanto à novela da reestruturação e recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, Passos diz que "o que se está a passar é intolerável", pois o Executivo tem promovido "uma destruição de valor que não tem compreensão nem perdão".

O presidente do PSD acusou o Governo de andar, nos dois casos, a "criar falsos inimigos" e "desculpas de maus pagadores" e, com isso, estar a "vulnerabilizar e a destruir valor nos bancos portugueses".