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Costa garante que Portugal fará “grande esforço” para cumprir regras do euro

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António Costa, primeiro ministro portuguÊs, e François Hollande, presidente francês, esta terça-feira em Lisboa, no âmbito da visita de Hollande a Portugal

Alberto Frias

Acompanhado pelo presidente francês, em Lisboa, António Costa lembrou que, desde 2010 e até 2015, Portugal “reduziu o défice de 8,6% para 3,2%”, considerando por isso “injusta” e “contraproducente” a ideia de aplicação de sanções

Lusa

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Alberto Frias

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O primeiro-ministro agradeceu esta terça-feira ao chefe de Estado francês a "análise serena" que França tem feito sobre a consolidação orçamental portuguesa e garantiu que Portugal continuará a fazer "um grande esforço" para cumprir as regras do euro.

António Costa falava depois de ter estado reunido cerca de 45 minutos, em São Bento, com o presidente francês, François Hollande, numa declaração que teve como temas centrais o recente atentado em Nice, no sul de França, e a situação da União Europeia, particularmente a de Portugal.

Numa breve declaração, o primeiro-ministro agradeceu a França "todo o apoio dado" a Portugal "na análise serena do esforço feito" pelo país ao longo dos últimos anos no sentido de "reduzir o seu défice e cumprir as regras comuns do euro".

"Não há moeda única sem regras comuns e Portugal quer cumprir as regras comuns. Ao longo destes anos fizemos um grande esforço, continuamos a fazer um grande esforço e continuaremos a fazer um grande esforço", salientou o líder do executivo português.

Tendo ao seu lado o presidente francês, que momentos antes também destacara o esforço de consolidação orçamental de Portugal, o primeiro-ministro referiu que, desde 2010, até 2015, Portugal "reduziu o défice de 8,6% para 3,2%".

"Por isso, é injusto que seja aplicada uma sanção e, além do mais, é contraproducente, quando estamos no primeiro ano em que a própria Comissão Europeia reconhece que Portugal vai cumprir um défice abaixo dos 3%. Todas as informações que temos da nossa execução orçamental confirmam que este ano iremos alcançar um bom resultado", sustentou.

No mesmo sentido que falara antes Hollande, o primeiro-ministro português demarcou-se depois de uma lógica tecnocrática e mecânica na aplicação das regras financeiras da zona euro, defendendo então que essas mesmas regras devem pelo contrário "ajudar a reforçar a confiança" entre todos os Estados-membros.

"É sobretudo fundamental que nos mobilizemos todos para que a Europa seja cada vez mais competitiva nesta economia global, que é muito exigente para todos nós, mas onde há enormes desafios, desde a união energética à união digital. É preciso que a Europa seja de novo uma grande potência económica liderante em todo o mundo", acrescentou António Costa.