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Orçamento 2017: mais austeridade para cumprir metas

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Marcos Borga

Ajustamento estrutural em 2017 será afinal de 0,6% do PIB, apesar de em abril, no Programa de Estabilidade, Governo ter prometido 0,4%

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O Governo português compromete-se a fazer um ajustamento do défice estrutural em 2017 de 0,6% do PIB, aumentando assim o aperto das contas em relação à sua própria previsão feita em abril quando entregou em Bruxelas o Programa de Estabilidade. Nesse documento, prometia um ajustamento de 0,4% do PIB em 2017.

No anexo à carta que enviou hoje para Bruxelas por causa das sanções sobre o défice excessivo em 2015, o ministro das Finanças, Mário Centeno explica que os processos para a elaboração do Orçamento do próximo ano já foram iniciados, bem como a revisão de várias rubricas de despesa que irá traduzir-se em medidas concretas.

Essa revisão da despesa vai incidir em quatro áreas fundamentais: "saúde e educação; despesas intermédias; rendas do Estado com o imobiliário e empresas estatais".

O documento salienta, contudo, que há que ter em conta os riscos externos para a economia, nomeadamente, os decorrentes do Brexit, o comportamento económico de Angola e Brasil.