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“Cristas é o melhor ativo do CDS para a capital”

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JOSÉ COELHO / Lusa

Novo presidente do CDS-Lisboa puxa pela líder do partido que já admitiu candidatura própria a Lisboa

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

“Assunção Cristas é o melhor ativo do CDS para Lisboa. Ficaria extremamente contente se o CDS pudesse ter a sua líder a disputar a eleição em Lisboa”. João Gonçalves Pereira, vereador sem pelouro na autarquia, foi eleito líder da distrital de Lisboa do CDS esta quinta-feira e dá gás à possibilidade de a presidente do partido avançar com uma candidatura própria à maior câmara do país.

Assunção Cristas já tinha admitido uma candidatura “forte, ambiciosa e mobilizadora” a Lisboa no encerramento do congresso do CDS, no que foi entendido como uma disponibilidade da atual líder para o combate autárquico, à semelhança de Paulo Portas em 2001. Depois disso, em entrevista ao jornal “i”, abriu a porta à possibilidade de o CDS poder também apoiar um candidato independente. De qualquer forma, isso significa que os centristas parecem estar a desenhar a sua estratégia própria para concorrer em Lisboa sem esperar pelo PSD com quem concorreram coligados há quatro anos.

Os sociais-democratas reagiram com cautelas aos anúncios de Cristas. Da parte da concelhia, houve uma oposição absoluta à ideia de o PSD poder apoiar um candidato do CDS em vez de ser o oposto. Mas Gonçalves Pereira prefere sublinhar que “não houve uma única declaração da parte da direção nacional do PSD de rejeição a uma eventual candidatura de Cristas”.

Do lado do PSD, Pedro Santana Lopes continua à espreita. O ex-autarca de Lisboa e ex-primeiro-ministro avisou o partido, no congresso em abril, que fique calmo (“keep cool”) quanto às autárquicas em Lisboa e mais tarde, em entrevista ao semanário “Sol”, declarou que iria tomar uma decisão em julho.

Em 2013, Fernando Seara foi o cabeça de lista da coligação PSD/CDS, alcançando um dos piores resultados de sempre (22,3%). “Foi uma candidatura de esforço num contexto nacional muito adverso”, recorda o dirigente centrista referindo-se aos cortes feitos pelo Governo de então numa altura em que Portugal estava sob o programa de assistência financeira da troika e ao facto de ter havido dúvidas legais sobre se poderia ser candidato depois de três mandatos em Sintra.

Nesse ano, PSD e CDS fizeram oito coligações no distrito de Lisboa. Os centristas querem começar a discutir novas alianças em setembro e ter candidatos definidos em novembro. Por isso, o tempo é o de fazer valer posições.