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Política

CGD: audições podem entrar por agosto

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Alberto Frias

Audições avançam na última semana de julho. Esquerda chumba auditoria externa pedida pelo PSD

Ministros das Finanças desde 2000 até hoje, ex-presidentes e administradores da Caixa Geral de Depósitos, o atual governador do Banco de Portugal e o seu antecessor Vítor Constâncio, auditores externos, comissários europeus, um representante do BCE, comissão de trabalhadores e diretores de várias áreas do banco público. Ao todo são já mais de 50 as pessoas que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à recapitalização da CGD vai convocar para serem ouvidas na Assembleia da República.

Este é o saldo do primeiro conjunto de requerimentos dos partidos com o leque de individualidades e entidades que pretendem ouvir na CPI. E também com o conjunto de documentos a que pretendem ter acesso e que vão desde relatórios e contas da CGD a relatórios de auditorias, investimentos do banco, listagens de créditos em incumprimento, trocas de correspondência com entidades europeias ou planos de capitalização do banco público. Neste último ponto, os requerimentos do PS e do PSD deixam claro que os socialistas vão centrar parte substancial das suas inquirições na recapitalização de 2012 e os sociais-democratas na recapitalização atual.

Na reunião de trabalho desta sexta-feira da CPI ficou definido que as audições vão arrancar ainda antes das férias parlamentares, na última semana de julho. Para o efeito, o presidente da CPI, Matos Correia, fez já seguir os requerimentos para agendar as audições mais urgentes: ao Ministro das Finanças, Mário Centeno, ao governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e ao presidente demissionário da CGD, José de Matos. Por questões de agenda a audição a Centeno pode ter de ocorrer já nas férias, a 1 de agosto.

Os trabalhos prosseguem depois em setembro, com a garantia de que a auditoria externa à CGD solicitada pelo PSD não vai avançar. A iniciativa foi chumbada pelo PS, BE e PCP, que a consideraram desnecessária, atendendo a que o Governo já requereu à CGD uma auditoria à sua atividade desde 2000 e por estar ainda em discussão uma proposta do BE a solicitar uma auditoria forense à CGD.