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Comissão de inquérito à CGD chumba auditoria externa pedida pelo PSD

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PS, BE e PCP rejeitam proposta social-democrata. Socialistas recordam que o Governo já requereu à CGD uma auditoria interna e que está em discussão uma proposta do BE para um auditoria forense ao banco público. Primeiras audições da Comissão arrancam na última semana de julho

A Comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD) chumbou esta sexta-feira de manhã a proposta do PSD para que fosse realizada uma auditoria externa ao banco público.

A iniciativa social-democrata teve os votos contra do PS, do BE e do PCP, o que levou o coordenador do PSD nesta comissão, Hugo Soares, a reagir. "O PS advoga que a auditiria seja caseirinha, mas o PSD quer que seja externa e independente".

As palavras de Hugo Soares suscitaram críticas em todos os partidos da esquerda. A começar pelo PS que, pelo voz do seu coordenador na CPI, João Paulo Correia, considerou as palavras de Hugo Soares de "afirmações graves" e que representam "uma crítica brutal aos supervisor".

Os socialistas e os deputados do BE e do PCP recordaram ainda que a auditoria externa sugerida pelo PSD é desnecessária, tendo em conta que "o Governo já requereu que a CGD avançasse para uma auditoria à sua atividade" desde 2000 e que "será discutida e votada na próxima semana uma proposta de resolução do BE a solicitar uma auditoria forense à CGD".

"Estes dois instrumentos são bastantes para que se cumpra o objetivo do PSD", concluiu João Paulo Correia.

Na reunião relizada esta sexta-feira de manhã - a terceira desde a tomada de posse da CPI à CGD - foi também discutido o facto de ter sido recebido um ofício da CGD a suscitar dúvidas sobre o envio de alguns documentos solicitados pela CPI, por questões de sigilo. Uma matéria que o presidente Matos Correia diz que "já está dirimida de forma bastante clara num parecer" feito pela Procuradoria Geral da República no âmbito de anteriores comissões e que será enviado para a CGD de forma a que esta disponibilize toda a documentação solicitada pelos grupos parlamentares.

Sobre as dezenas de audições solicitadas pelos vários partidos, Matos Correia explicou que para garantir que as audições ao Ministro das Finanças, ao governador do Banco de Portugal e ao presidente demissionário da CGD ocorram entre os dias 26 e 29 de julho - ou seja, antes do período de férias parlamentares - faria entregar em mãos, ainda esta sexta-feira, os requerimentos para solicitar e agendar estas audições. No caso de Mário Centeno, por questões de agenda do ministro, a audição poderá ter de realizar-se apenas a 1 de agosto.