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Guerra do Iraque: Sampaio já respondeu e vai ao Parlamento

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Alberto Frias

Ex-Presidente da República já confirmou disponibilidade. Audição será só depois das férias parlamentares

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio já confirmou a disponibilidade para prestar esclarecimentos aos deputados por causa do envolvimento português na Guerra do Iraque, em 2003. A audição deverá ter lugar em setembro, depois das férias parlamentares.

O Parlamento aprovou na semana passada um pedido de audição do ex-primeiro-ministro, Durão Barroso, do ministro da Defesa, Paulo Portas, por pedido do PCP, do ministro dos Negócios Estrangeiros, Martins da Cruz, por pedido do PS, a que se juntou o nome de Sampaio, a pedido do PSD.

O ex-chefe de Estado que se opôs à ofensiva militar no Iraque, em 2003, liderada pelos EUA foi o primeiro a responder aos deputados, mostrando-se disponível. A audição será, no entanto, só daqui a dois meses, uma vez que o Parlamento está na reta final dos trabalhos e os deputados acordaram que não havia urgência em que esses depoimentos tivessem lugar ainda em julho.

O pedido de audição do grupo parlamentar do PCP surgiu na sequência da recente divulgação do Relatório Chilcot no Reino Unido, que investigou o processo de participação britânica na guerra do Iraque e que concluiu que as informações que indiciavam a existência de armas de destruição em massa no Iraque - e que serviram de pretexto ao início da guerra - "eram falsas".

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