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PS diz que há acordo sobre nomes para o TC (e não só)

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António Cotrim / Lusa

Carlos César diz há acordo para eleger dia 20 o novo presidente do CES, cinco juízes do TC e membros do Conselho Superior da Magistratura. PSD diz que o processo não está fechado.

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O PSD não confirma, mas o líder parlamentar do PS garante que já há acordo entre os dois partidos para desbloquearem a eleição dos membros de vários orgãos externos ao Parlamento antes dos deputados irem de férias.

Em declarações ao Expresso, Carlos César, líder parlamentar socialista, é perentório: "Há acordo entre o PS e o PSD, que permitirá a eleição no próximo dia 20 do presidente do Conselho Económico e Social (CES), dos representantes para o Conselho Superior da Magistratura, Tribunal Constitucional e Entidade Fiscalizadora do Segredo de Estado". A direção do PSD confirma que o processo "está muito bem encaminhado" mas alerta que alguns dos nomes não estão fechados.

Carlos César e Luís Montenegro encontraram-se ontem, no Parlamento, para tentar resolver o impasse que o Presidente da Assembleia da República na véspera alertou dever ficar resolvido antes das férias. E o líder parlamentar do PS chamou os parceiros do BE e do PCP para os pôr ao corrente do processo.

Na direção do PSD, dizem, no entanto, que ainda deverá haver uma última conversa entre Montenegro e César. E não passa despercebido o incómodo por Carlos César já ter dado o assunto por encerrado - "Este éum assunto que, bem encaminhado, é apenas partilhado pelos dois líderes parlamentares. O que pode ser dito é que tudo indica que até 6ª feira devemos fechar o processo", ouviu o Expresso.

O dirigente do PS não guarda quaisquer reservas. Diz que "os nomes e outras indicações serão tornados públicos certamente até sexta-feira por ambos os partidos".

As eleições estão marcadas para dia 20, tendo sido adiadas várias vezes por falta de acordo. Na segunda-feira, na conferência de líderes extraordinária, o presidente do Parlamento, Eduardo Ferro Rodrigues, fez um veemente apelo para que desta vez os dois maiores partidos chegassem a um entendimento.