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Marcelo confiante numa sanção zero

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José Caria

Chefe de Estado diz que não ficaria surpreendido se Portugal fosse alvo de uma sanção simbólica por parte de Bruxelas

O Presidente da República garantiu esta terça-feira que não está preocupado com a possibilidade de Portugal ser sancionado por défice excessivo, sublinhando acreditar num castigo simbólico.

“Não estou preocupado neste sentido: quando ouço responsáveis da Comissão [Europeia] falarem na hipótese de uma sanção zero, é porque não é uma ideia absurda assim que pode acontecer”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas à margem de um evento no Museu dos Coches.

Segundo o Chefe de Estado, essa penalização poderá ser aplicada por uma questão de princípio – a necessidade de respeitar as regras europeias, não se refletindo contudo de forma tão negativa no país. “Não me surpreenderia nada que no dia 20, depois disto tudo, chegássemos àquilo que já muito boa gente tinha admitido como provável que é por uma questão de princípio, há sanção por uma questão de substância e a sanção é zero ou praticamente zero”, sustentou.

Marcelo realçou ainda que os casos de Portugal e Espanha são distintos, não tendo Bruxelas deixado alertas sobre a execução orçamental de Lisboa este ano, nem exigido medidas adicionais relativas a 2016. “Não há da parte da Comissão – podia haver – dúvidas de como está a correr a execução orçamental. Os números conhecidos até agora não apontam para derrapagem orçamental. Pode haver no futuro, ninguém sabe, mas até agora não”, recordou.

Confrontado com as reações dos vários partidos ao facto de o Ecofin ter aprovado esta terça-feira as recomendações de Bruxelas relativas a Portugal, Marcelo desvalorizou as críticas ao anterior e ao atual Executivo. “Oposição é oposição, Governo é Governo. A oposição não é mais patriótica do que o Governo, o Governo não é mais patriótico do que a oposição”, concluiu.