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Descubra o Wally: Passos anónimo em Paris

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Passos também foi a Paris apoiar a seleção. Mas não quis a zona VIP. Depois, faltou à festa que Marcelo organizou em Belém. Um político avesso a festas? Ou a futebóis?

Se olhar rápido para a fotografia, é natural que lhe custe a encontrar algo de especial. Num segundo olhar, descubrirá, no meio do povo anónimo que encheu o estádio parisiense, onde Portugal ganhou o Euro 2016, nada mais nada menos do que o líder do PSD. Ao lado do secretário geral do partido Matos Rosa, e do seu assessor de imprensa António Valle.

Ao Expresso, fonte do gabinete do ex-ministro explica que ele podia ter ido para a zona VIP onde ficaram várias personalidades da cena política, mas preferiu assim. “Foi uma opção. Chegámos a Paris algumas horas antes, o presidente do PSD encontrou centenas de pessoas nas ruas com quem tirou selfies, mas preferiu ver o jogo no meio do povo anónimo”, explicam..

Passos chegou a Paris de manhã e tinha regresso marcado para Lisboa esta segunda-feira, com hora de chegada previsível para as 14h. Quando foi convidado pela Presidência da República para comparecer na homenagem-festa que Marcelo Rebelo de Sousa organizou no palácio e que estava agendada para a mesma hora, Passos manteve o horário do voo. E fez-se representar em Belém por Jorge Moreira da Silva, o primeiro vice-presidente do PSD..

Às 14h15, quando o líder do PSD chegou a Lisboa, ainda os jogadores não tinham chegado à Presidência da República de onde só sairam às 15h15, mas o plano manteve-se. Moreira da Silva já estava em Belém com Marcelo e os restantes líderes e representantes partidários, de Jerónimo de Sousa a Catarina Martins, passando por Assunção Cristas, além do primeiro-ministro António Costa e do presidente do Parlamento Ferro Rodrigues.

“Quando recebemos o convite tínhamos os voos marcados e não íamos alterar os horários, e quando chegámos a Lisboa ja não dava tempo de chegar a Belém”, explica o gabinete de Passos, reconhecendo, no entanto, que ele não gosta de grandes “aproveitamentos políticos” de eventos futebolísticos.

Certo é que Pedro Passos Coelho é o único líder político que quase não ficou na fotografia do dia histórico em que o país parou para viver a festa da histórica vitória portuguesa no Europeu. E o “quase” tem uma explicação: na página Facebook do PSD foram publicadas várias fotos do líder no meio do povo, em Paris. Para memória futura?