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CGD: Audições de Centeno, Carlos Costa e José de Matos devem acontecer ainda este mês

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Ferro e líderes parlamentares reuniram esta manhã para resolver diferendo em torno das primeiras audições na comissão de inquérito à CGD

As audições do ministro das Finanças, do governador do Banco de Portugal e do presidente da Caixa Geral de Depósitos na comissão de inquérito ao banco devem acontecer ainda este mês, recomendou hoje o Presidente da Assembleia da República.

A posição de Eduardo Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, foi transmitida aos jornalistas pela secretária da mesa da Assembleia Idália Serrão (PS), após a reunião extraordinária da conferência de líderes hoje realizada no parlamento.

Do encontro resultou a recomendação de Ferro Rodrigues para que as audições de Mário Centeno, Carlos Costa e José de Matos decorram ainda este mês - as mesmas deverão acontecer na última semana de julho, mediante a disponibilidade dos inquiridos.

"Esta é uma questão política, não uma questão jurídica", vincou Idália Serrão, que acrescentou que a comissão de inquérito tem "poderes maiores" e capacidade para resolver questões como a levantada nesta conferência de líderes em torno das audições no inquérito à Caixa.

No final da reunião de hoje, o coordenador do PSD na comissão de inquérito fez notar a "posição muito clara" transmitida por Ferro Rodrigues e acusou "a maioria que suporta o Governo de tentar obstaculizar que estas audições se fizessem ainda no mês de julho".

Agora, e já com pedidos de documentação enviados a várias entidades, o PSD, diz Hugo Soares, acredita que "é absolutamente fundamental" que Governo, Caixa e BdP venham rapidamente ao parlamento para prestar esclarecimentos e "tranquilizar os portugueses".

Já o coordenador do PS, João Paulo Correia, advoga que foi reforçada a posição tomada na última reunião da comissão de inquérito que fixa até quinta-feira o prazo de pedidos de documentação, arrancando no dia seguinte o prazo de dez dias para os parlamentares receberem informações de entidades como o Ministério das Finanças, a própria CGD ou o banco central.

"No nosso entender e no entender da maioria dos grupos parlamentares, não faz sentido realizar audições sem ter primeiramente em nossa posse alguma documentação que consideramos prioritária", sustentou João Paulo Correia.

A comissão de inquérito à CGD, pedida potestativamente por deputados de PSD e CDS-PP, tomou posse na passada terça-feira.

Os trabalhos irão debruçar-se sobre a gestão do banco público desde o ano 2000 e será também naturalmente abordado o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, atualmente em negociação com Bruxelas.

Mário Centeno, Carlos Costa e José de Matos devem ser ouvidos entre 25 e 28 de julho.