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Sondagem: 46,9% dos portugueses concordam com a comissão de inquérito à CGD

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Segundo o barómetro de julho da Eurosondagem para o Expresso e SIC, há mais portugueses de acordo com a necessidade da comissão de inquérito à Caixa do que aqueles que estão contra. A comissão parlamentar de inquérito tomou posse terça-feira

Quase metade dos portugueses (46,9%) concorda com a necessidade de uma comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD), segundo o barómetro de julho da Eurosondagem para o Expresso e a SIC.

A posição contrária é manifestada por 32,6%, praticamente um terço dos portugueses, e 20,5% não sabem ou não respondem à pergunta feita neste inquérito. As entrevistas para este barómetro foram feitas entre 30 de junho e 6 de julho. A comissão parlamentar de inquérito à Caixa tomou posse terça-feira, dia 5 de julho, na Assembleia da República.

A questão da necessidade de uma comissão de inquérito esteve em discussão nas últimas semanas. Foi o PSD que começou por defender a comissão de inquérito, depois de o Governo ter anunciado a necessidade de recapitalização da Caixa.

O PSD e o CDS acabaram por propor a comissão de inquérito de forma potestativa, ou seja, sem que a maioria se pudesse opor à sua realização. Por outro lado, o Bloco de Esquerda manifestou-se contra a ideia de uma comissão de inquérito, defendendo, em alternativa, uma auditoria forense que permitisse investigar todas as operações de crédito da Caixa. O BE criticou, no entanto, a ideia de investigar o plano de recapitalização da CGD, “tal como propõem os partidos de direita”, considerando-a “extemporânea” e “irresponsável”.

Entretanto, ainda em junho, o Governo ordenou à nova administração da Caixa a realização de uma auditoria independente à gestão do banco desde 2000.

Já esta semana, a comissão parlamentar de inquérito à CGD, presidida por Matos Correia, do PSD, reuniu-se na quinta-feira para apreciar e votar os requerimentos apresentados pelos partidos sobre pedidos de documentação e realização de audições.

Foram pedidas audições ao ministro das Finanças, Mário Centeno, ao governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e ao ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos, José de Matos. Contudo, na reunião de quinta-feira não houve entendimento entre os partidos em relação ao pedido e realização das audições.

FICHA TÉCNICA

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 30 de junho a 6 de julho de 2016. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (20%) — A.M. do Porto (14,5%); Centro (29,3%) — A.M. de Lisboa — (26,2%) e Sul (9,9%), num total de 1023 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1222 tentativas de entrevistas e, destas, 199 (16,3%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 51,3%; masculino — 48,7% e, no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 17,6%; dos 31 aos 59 — 49,6% e com 60 anos ou mais — 32,8%. O erro máximo da amostra é de 3,06%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.