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Sondagem: PSD com a maior subida desde que está na oposição

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Popularidade de Passos Coelho e António Costa aumenta em julho, enquanto Marcelo Rebelo de Sousa desce pela primeira vez

O PSD e o PAN foram os únicos partidos a subir nas intenções de voto dos portugueses no mês de julho, segundo o barómetro da Eurosondagem para o Expresso e SIC. E no caso do PSD, a subida de 0,6 pontos percentuais é a maior desde que passou para a oposição em novembro de 2015 (embora abaixo da margem de erro de 3,06% da sondagem).

A maior quebra nas intenções de voto foi a do BE (-0,4 pontos). O PS mantém-se à frente, mas a uma distância mais curta do PSD do que estava em junho (a diferença era de 3,4 pontos no mês passado e é de 2,5 pontos agora em julho).

Somadas as intenções de voto nos três partidos da esquerda (PS, BE e CDU), regista-se agora uma quebra em relação a junho (de 53,3% para 52,5%).

Já em termos de popularidade, António Costa e Pedro Passos Coelho são os únicos líderes políticos que a veem subir este mês. Pelo contrário, Marcelo Rebelo de Sousa perde popularidade, pela primeira vez desde que chegou a Belém.

É de sublinhar que, apesar da descida dos restantes líderes partidários, todos mantêm níveis de popularidade positivos, ou seja, há mais pessoas a verem como positivas as suas atuações do que aquelas que lhes dão uma nota negativa.

Na avaliação feita pelos portugueses aos órgãos de soberania, o único que melhorou em julho foi a Assembleia da República (+1,4 pontos). O saldo entre as respostas positivas e negativas em relação à atuação da Assembleia fica em 20,9%.

Por outro lado, o Governo desceu este mês (à semelhança do que tinha acontecido em junho). Também os juízes e o Ministério Público veem as suas avaliações voltar a descer, sendo os dois únicos orgãos de soberania sobre os quais há mais portugueses com opinião negativa do que positiva.

Ficha técnica

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 30 de junho a 6 de julho de 2016. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (20%) — A.M. do Porto (14,5%); Centro (29,3%) — A.M. de Lisboa — (26,2%) e Sul (9,9%), num total de 1023 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1222 tentativas de entrevistas e, destas, 199 (16,3%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 51,3%; masculino — 48,7% e, no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 17,6%; dos 31 aos 59 — 49,6% e com 60 anos ou mais — 32,8%. O erro máximo da amostra é de 3,06%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.