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Reações: Barroso acusado de “gangsterismo financeiro”

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Rui Duarte Silva

As reações ao novo emprego de Durão Barroso, que vai ser presidente da Goldman Sachs, sucedem-se e não são simpáticas

As reações à escolha de Durão Barroso para a presidência da Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do mundo, vão surgindo esta sexta-feira. “Em vez de responder pelo crime da guerra do Iraque, Barroso recicla-se no gangsterismo financeiro global”, escreveu Jorge Costa, dirigente e deputado do Bloco de Esquerda, na sua página no Facebook.

Na opinião de Catarina Martins, líder do BE, a escolha do ex-presidente da Comissão Europeia para chairman da Goldman Sachs é um “movimento” que explica a “governação europeia”.

A maior parte das críticas publicadas esta sexta-feira veio do Bloco de Esquerda. Também a deputada Mariana Mortágua reagiu à notícia, questionando se poderia ser “mais escancarado do que isto”. E acrescenta, no Twitter: “Barroso assume finalmente para quem esteve a trabalhar durante todo este tempo”.

Ainda do lado do Bloco, Marisa Matias vê a notícia como uma “vergonha”. “Qual é a parte que não percebem? Que gosto pérfido é este de gozarem com a nossa cara? Tudo à volta em colapso e continuam a fazer isto?”, escreveu no Twitter.

José Gusmão, membro da Comissão Política do Bloco, critica com ironia o novo emprego de Barroso, descrevendo-o como “uma vitória contra a precariedade”.

Joana Amaral Dias deixou também críticas na sua página de Facebook. “O polvo unido: a Goldman Sachs conseguiu colocar os seus peões na direção dos governos europeus e do banco que rege os destinos das políticas económicas da União Europeia: Mario Draghi, Mario Monti, Lukas Papademos ... Durão Barroso”, escreveu.

José Lello, ex-deputado do PS, e Rui Tavares, dirigente do Livre/Tempo de Avançar, fazem referência ao percurso passado de Barroso nas suas reações.

A notícia da escolha de Durão Barroso para presidente não-executivo e consultor de um dos maiores bancos de investimento do mundo foi conhecida esta sexta-feira. O ex-primeiro-ministro já tinha anunciado, numa entrevista conjunta à SIC e ao Expresso, no início de maio, que ia abandonar a vida política e começar a trabalhar com o sector privado.

Entretanto a Goldman Sachs já publicou uma nota oficial no Twitter e no seu site, dando a conhecer a escolha de Barroso para o cargo.