Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

António Costa: “Nós cumprimos e agimos”

  • 333

Marcos Borga

No seu discurso de abertura do estado da nação, o primeiro-ministro passou em revista o trabalho do Governo, transmitindo a imagem de um país com estabilidade política onde se respira um “clima de maior confiança”

Como é da praxe, o primeiro-ministro fez o autoelogio do trabalho do Governo no discurso de abertura do debate do estado da nação, esta tarde no Parlamento.

António Costa começou por realçar que Portugal tem hoje “uma maioria parlamentar consistente na diversidade da sua identidade, coerente na execução das posições conjuntas que a fundaram e estável para o horizonte da legislatura, um país em que os órgãos de soberania cooperam”.

Foi por isso possível, no seu entender, cumprir e agir. Costa lembrou, por exemplo, a rejeição do corte de 600 milhões de euros nas pensões, o fim da contribuição extraordinária de solidariedade, a municipalização dos transportes públicos em Lisboa e Porto, e a redução do IVA da restauração.

E se dúvidas houver sobre o “clima de maior confiança em Portugal vive”, o primeiro-ministro avança um exemplo: “Entre janeiro e maio, os pré-avisos de greve baixaram de 454, no ano passado, para 194, este ano”.

“Perante os problemas há quem faça previsões, há quem se associe ao coro dos arautos da desgraça, há quem tente desmentir a realidade e há quem esteja a agir e a tomar as medidas necessárias. Nós cumprimos e agimos", disse o chefe do Governo, para voltar à carga com a obra feita: "Só a execução do Plano Nacional de Reformas pode concretizar uma visão de médio prazo, uma visão que rompe com a estratégia de competitividade assente em baixos salários e destruição de direitos.”

Costa lembrou ainda que o Executivo apoiado por comunistas e bloquistas já pagou “mais de 200 milhões de euros às empresas portuguesas” e prevê “atingir os 450 milhões até ao final deste ano, 45% acima do que tinha sido inicialmente estabelecido”.

"Só enfrentando os nossos bloqueios estruturais é que conseguiremos mais crescimento, melhor emprego e maior igualdade”, rematou.