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PSD responde a Centeno sobre ‘desvio’ na CGD: “Ministro misturou tudo e deu mais uma machadada na Caixa”

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José Sena Goulão/Lusa

“Há um desespero muito grande no PS com esta comissão de inquérito”. PSD desmente ser responsável por buraco de €3000 milhões na Caixa e acusa Centeno de “vir agravar riscos e insegurança” no banco

O PSD desmente ser responsável por um buraco de 3000 milhões de euros nas contas da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Em reação às declarações do ministro das Finanças, esta quarta-feira, na comissão parlamentar de inquérito à Caixa, António Leitão Amaro, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, acusa o ministro de "misturar tudo", prejudicando ainda mais a imagem do banco público.

"Uma coisa é haver um desvio nas previsões de rentabilidade do banco. Outra coisa é perceber quem são os responsáveis por milhões de imparidades", afirma Leitão Amaro em declarações ao Expresso. "É inacreditável a forma como o ministro misturou tudo, posicionando-se como um fator de risco e insegurança, quando o que devia ter feito é dado uma mensagem de confiança sobre a Caixa", acrescenta.

O dirigente do PSD diz que "o que é preciso esclarecer é quais são as verdadeiras necessidades de capital da CGD, não é arranjar desculpas para esconder os cinco mil milhões de imparidades, que já foram limpos, dos tempos dos Governos PS". E acusa o ministro das Finanças de "vir dar mais uma machada na credibilidade do banco do Estado.

Fonte da direção do partido próxima de Pedro Passos Coelho comenta, por seu lado, que o que as declarações de Mário Centeno mostram é que "há um desespero muito grande do PS com esta comissão de inquérito, e se não fosse o PSD a recorrer a um direito potestativo nunca haveria inquérito à Caixa".

Sobre o alegado buraco de 3000 milhões de euros que o ministro diz ter sido uma surpresa, a mesma fonte comenta: "O ministro é que é em si mesmo um buraco". A convicção na direção social-democrata é que, incomodados com este inquérito, os socialistas vão atuar na base "guerra é guerra".