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Política

Ferro Rodrigues pede avaliação rigorosa às anteriores gestões da CGD

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Primeira decisão a tomar será sobre a audição, com carácter de urgência, do governador do Banco de Portugal, do Ministro das Finanças e do presidente demissionário da CGD. Trabalhos prosseguem quinta-feira

Um trabalho "rigoroso na avaliação dos atos de gestão que conduziram a mais esta mobilização de dinheiros públicos para o sistema financeiro". Foi este o mote deixado esta tarde pelo Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, no discurso que proferiu na tomada de posse dos deputados que irão participar na Comissão de Inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD).

"A CGD, pela sua dimensão, pelo seu caráter público e nacional, é uma entidade absolutamente estratégica, sendo absolutamente crítica para as famílias e as empresas portuguesas a sua saúde financeira", defendeu Ferro Rodrigues, antes de constatar que "o Parlamento não pode fechar os olhos nem cruzar os braços" num tempo em que ainda se vivem as consequências "das ajudas de Estado à irresponsabilidade da gestão do sistema financeiro".

Depois da tomada de posse formal do deputado social democrata Matos Correia como presidente desta Comissão, ficou agendada para quinta-feira a primeira reunião para a definição dos trabalhos dos deputados. É um dos primeiro pontos em debate será a audição, pedida pelo PSD com carácter de urgência - ou seja, ainda antes das férias parlamentares - do Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, do Ministro das Finanças, Mário Centeno, e do presidente demissionário da CGD, José de Matos.

Estas audições tinham sido já aprovadas por todos os partidos na Comissão de Orçamento de Finanças, devendo agora ser votada pelos partidos a sua realização no âmbito desta comissão.