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Marcelo sobre sanções: “Estou convencido que não haverá corte de fundos a Portugal”

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saúda populares durante uma visita à antiga escola do tempo do Estado Novo agora transformada em habitação social, no âmbito da iniciativa "Portugal Próximo", em Santa Marta de Penaguião, esta segunda-feira

José Coelho / Lusa

“Cortar fundos a Portugal e Espanha é criar dificuldades à própria Europa.” De visita a Trás-os-Montes, Marcelo insiste que “se a justiça prevalecer, não haverá sanções a Portugal”

"Suceda o que suceder nas próximas semanas, tenho para mim que não haverá cortes de fundos para Portugal." A afirmação é do Presidente da República, esta segunda-feira, em Sabrosa, no âmbito de mais um Portugal Próximo, desta vez por Trás-os-Montes.

Marcelo Rebelo de Sousa pediu bom senso a Bruxelas: "Eu sou uma pessoa sensata e, se houver sensatez, a Europa perceberá que estar a cortar fundos a Portugal e Espanha é criar dificuldades à própria Europa". O Presidente congratulou-se por ter sido possível ("e foi difícil") "haver unidade no país político contra as sanções". "Agora", disse, "vamos esperar".

Mais preocupado em puxar pelo que une os vários partidos do que pelo que os separa, o Presidente explicou porque é que as sanções seriam injustas: "Se for para sancionar o Governo de Pedro Passos Coelho, é injusto porque esse Governo fez tudo o que era possível para cumprir. E se for para sancionar o Governo de António Costa, é prematuro neste momento", quando a execução orçamental do ano ainda vai a meio.

Marcelo não excluiu a hipótese de sobrar "uma sanção zero", algo mais simbólico que substancial.

Quanto à presença de José Sócrates na inauguração da Casa Miguel Torga, em São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, a convite do presidente da Câmara, Marcelo Rebelo de Sousa achou normal: "As pessoas não podem ser facciosas". Foi durante o Governo de Sócrates que esta obra começou a ser construída.