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Marcelo Rebelo de Sousa. “Não faz sentido aplicar qualquer sanção”

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Gregório Cunha / LUSA

Marcelo diz que não é justo punir Portugal e lembra que os avisos que têm chegado são “congeminações” que não ajudam à construção da Europa. “Os que mandam na Europa lá saberão o que vão fazer e pagaremos todos as consequências de confundir o acessório com o essencial”

Marta Caires

Jornalista

As ameaças que chegam da Europa sobre a eventual aplicação de sanções a Portugal não fazem sentido, seriam injustas e não ajudam à construção europeia. O presidente da República insiste que as “congeminações” dos últimos dias não fazem qualquer sentido e nem Passos Coelho, nem António Costa merecem ser punidos.

“O que seria justo é que se compreendesse que não faz sentido aplicar qualquer sanção e menos sentido faz dizer que o que se passa de mais grave é mais 0,2 ou menos 0,2% no défice português”. Marcelo, que termina este sábado no Porto Santo a visita oficial à Madeira, alerta para os perigos de uma decisão desta natureza.

“É porque a Europa está assim que, em larga medida, acontecem as coisas que acontecem, que há populismos, xenofobia e há movimentos radicais e as tentações de cada um por si e Deus por todos”. Segundo o presidente, Passos Coelho não merece e António Costa ainda não merece e se calhar nunca merecerá se se mantiver os números da execução orçamental.

“Não é um sinal muito inteligente de construir a Europa, mas certamente aqueles que mandam na Europa lá saberão o que vão fazer e pagaremos todos as consequências de confundir o essencial com o acessório”. Se se aplicar as sanções - por ter falhado o limite do défice ou por haver risco de falhar, Marcelo diz que esse o que fica de tudo isto" é que é para prevenir e mostrar" a dureza sem pensar no clima que as pressões e ameaças provocam nos mercados, nem ter a mesma medida com países mais ricos.