Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Montenegro acusa Costa de trair o interesse nacional

  • 333

Líder parlamentar do PSD diz, em entrevista ao Expresso, que se houver sanções europeias pelo défice português de 2015 será “exclusivamente” pela inabilidade e incompetência do atual primeiro-ministro e do Governo”

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

texto

Jornalista da secção Política

Alberto Frias

fotografia

Fotojornalista

“Se houver sanções ficar-se-ão a dever exclusivamente à inabilidade e incompetência do atual primeiro-ministro e do Governo”, diz o líder parlamentar do PSD. Em entrevista ao Expresso, que pode ler na edição deste sábado, Luís Montenegro descarta qualquer responsabilidade do anterior Governo caso a Comissão Europeia decida, na próxima semana, penalizar Portugal por défice excessivo em 2015. Isto apesar de no ano passado o PS ter governado apenas durante 35 dias, contra os 330 de governo da coligação PSD-CDS.

O dirigente social-democrata assegura que, descontando o efeito da ajuda ao sistema financeiro, por causa da intervenção no Banif, o défice nominal ficou nos 3% e não nos 3,2% contabilizados pela Comissão. E acusa António Costa de assistir a tudo "impávido e sereno" e o atual Governo de não se ter batido em Bruxelas pela defesa do interesse nacional.

“À luz dos tratados e das decisões europeias não há razão objetiva para aplicar sanções. (...) O OE foi feito na base de um défice de 3%, o primeiro-ministro disse na Assembleia da República que era esse o défice que contava, os 3,2% é matéria que nunca foi explicada, que terá que ver com critérios de contabilidade. Do que tenho a certeza é que o Governo está apetrechado de todos os elementos para fazer vingar a sua posição em Bruxelas. Fomos o país da UE com o quarto melhor desempenho no défice nominal, fomos o terceiro melhor desempenho no défice estrutural e o segundo melhor desempenho no défice estrutural primário. Um governo que tem este pecúlio para pôr na negociação, que assiste impávido e sereno à possibilidade de países que tiveram incumprimentos mas não têm este pecúlio poderem estar isentos de sanções, não pode aceitar as sanções, nem que sejam simbólicas”, afirma Montenegro.

O líder da bancada laranja vai mesmo mais longe e acusa o primeiro-ministro de não se bater contra Bruxelas “porque isso significaria reconhecer o esforço feito pelos portugueses no decurso da última governação. Lamento muito que o primeiro-ministro possa estar a preterir o interesse nacional só para não ter de dar a mão à palmatória”.

LEIA MAIS NA EDIÇÃO DESTE SÁBADO DO EXPRESSO