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Porta-voz de Schäuble ao Expresso: ministro não disse que Portugal precisa de novo resgate

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JOHN MACDOUGALL/AFP/Getty Images

Alemanha esclarece declarações polémicas do seu ministro das Finanças. Foi uma espécie de “aviso” ou “bom conselho

O porta-voz do ministro das Finanças alemão disse ao Expresso/SIC que Schäuble não afirmou que "Portugal precisa de um resgate". O que o ministro alemão das Finanças afirmou em Berlim foi que se o país não cumprisse o acordado previamente com a zona euro, essa poderia ser uma consequência.

Frank Paul Weber diz ainda que "um novo resgate" não é uma hipótese em cima da mesa, nem algo que vá acontecer amanhã ou nos próximos tempos e que o ministro falou no condicional.

"Portugal cometeria um grave erro se não cumprisse os seus compromissos (anteriores)", afirmou o ministro, citado pelo seu porta-voz. "Portugal precisaria então de pedir um novo resgate. Os portugueses não querem um novo programa de ajuda nem precisam dele se cumprirem as regras europeias", acrescentou ainda Wolfgang Schauble.

O ministro alemão falava num evento público onde estava também presente o ministro luxemburguês Jean Asselborn.

Asselborn referiu-se à situação difícil que Portugal teve de enfrentar e os esforços feitos e foi neste contexto que Schäuble falou da necessidade de o novo governo ter de cumprir as regras europeias e não recuar nas reformas e nos compromissos assumidos, porque isso minaria a confiança e a credibilidade do país e, no final, de toda a zona euro.

Foi uma espécie de "aviso" ou "bom conselho", mas que não tem diretamente a ver com Portugal, mas com todos os países membros da zona euro.

Esta quarta-feira à tarde, a Reuters divulgou uma primeira notícia a dizer que o ministro alemão anunciou que Portugal vai pedir novo resgate. Minutos depois, novo artigo - mas aí Schäuble dizia “somente” que Portugal vai precisar de novo resgate se não cumprir as regras.

O que ficou por saber quando a Reuters publicou as notícias é se Schäuble corrigia o próprio Schäuble ou se a segunda notícia era uma correção da primeira. A Reuters foi omissa e tinha os dois artigos disponíveis no seu site – AQUI e AQUI. Facto é que o ministro alemão trouxe de novo o espectro dos resgates à atualidade portuguesa – resta saber com que consequência nos mercados.