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Costa e as sanções: “Infelizmente a Comissão Europeia já me desiludiu suficientes vezes”

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José Caria

O primeiro-ministro afirma que aplicar sanções a Portugal mostraria “falta de foco” da parte da Comissão Europeia e que seria “perturbador para os mercados”. Adianta, porém, que ainda espera que o colégio de comissários oiça a voz do presidente Juncker e desista de aplicar sanções ao país

António Costa está em linha com Passos Coelho: ambos estão de acordo que aplicar sanções a Portugal seria um disparate. O primeiro-ministro saiu mesmo em defesa do Executivo do seu antecessor, dizendo que não faz sentido “acusar o anterior Governo de não ter empenho suficiente na redução do défice” quando este seguiu as indicações da troika e até foi considerado “bom aluno”.

“Até eu que sou insuspeito me sinto chocado com uma acusação dessas ao anterior Governo”, disse o primeiro-ministro à entrada para o Conselho Europeu.

Costa defende que aplicar sanções a Portugal mostraria “falta de foco” da parte da Comissão Europeia e que seria “um péssimo sinal para a europa, perturbador para os mercados”.

“Infelizmente a Comissão Europeia já me desiludiu suficientes vezes para poder ter a certeza de que não me desilude novamente”, atirou ainda o primeiro-ministro. “Mas como a esperança é a última coisa a morrer e como o presidente Juncker tem tido uma posição correta e empenhada, temos a esperança que o colégio de comissários oiça a voz do seu presidente”, conclui, clarificando que não é hiperoptimista mas “só otimista”.

"O Presidente do Conselho, Donald Tusk, que veio dizer que estávamos no caminho certo relativamente à execução orçamental este ano. Seria obviamente um contrassenso a aplicação de qualquer sanção", acrescentou.