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Política

Costa defende negociação “amigável” com o Reino Unido

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Marcos Borga

O primeiro-ministro diz que é preciso prosseguir o “trabalho conjunto” com o Reino Unido de uma forma “amigável”. Costa diz ainda que se houver sanções a Portugal seria um “péssimo sinal” e que significaria que a Comissão Europeia não percebe o que se está a passar na Europa

António Costa defendeu que não está em causa uma questão de ter “mais ou menos pressa” mas de negociar de “forma amigável” a saída do Reino Unido da União Europeia. À entrada para o Conselho Europeu, o primeiro-ministro disse que é preciso “obviamente começar as negociações” com os britânicos mas escusou-se a colocar pressão na notificação formal que dará início ao processo.

“Temos de criar um novo nível de relação com o Reino Unido”, disse Costa, adiantando que “não se trata de divórcio nem separação amigável mas de prosseguir uma forma de trabalho conjunto distinta da que tivemos até agora”.

Em Bruxelas, o primeiro-ministro considerou ainda que agora é preciso olhar para as causas que levaram o povo britânico a escolher a saída e que podem alimentar o populismo noutros Estados-membros.

“Os cidadãos deixaram de sentir que a Europa lhes é útil”, afirma o primeiro-ministro, defendendo que a União Europeia tem de reforçar a coesão social, criar emprego e fala em “viragem de políticas”.

Questionado ainda sobre a possibilidade de a Comissão abrir a porta a sanções para Portugal na próxima semana, Costa responde que “se isso viesse a acontecer era um péssimo sinal porque significaria que a Comissão Europeia não perceberia a se está a passar hoje na Europa”.

O chefe de governo vai ainda mais longe e diz que é “absolutamente ridículo” estar a discutir-se sanções por causa de “0,2% da execução orçamental”, tendo em conta os problemas atuais como a saída do Reino Unido, a ameaça terrorista e a crise dos refugiados.

(Em desenvolvimento)