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Costa: “O grande desafio, mais do negociar as consequências do Brexit, é atacar as causas do Brexit”

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O primeiro-ministro, que está em Bruxelas para debater a saída do reino Unido da União Europeia, considerou que o projeto europeu “se tem afastado dos cidadãos” e que se tornou “numa coisa burocrática e com pensamento dogmático”. Prova disso, defendeu, são as “incompreensíveis” sanções a Portugal e Espanha

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

António Costa defendeu que é prioritário “atacar as causas do Brexit” e que é esse o “grande desafio”. Esta terça-feira, António Costa está a Bruxelas num encontro com líderes europeus. Foi ao jantar que o tema da saída do Reino Unido da União Europeia foi debatido. O primeiro-ministro lembrou, em declarações exlusivas à SIC, que o resultado do referendo britânico “é mais um dos vários sintomas do descontentamento com o projeto europeu”.

“O grande desafio, mais do que negociar as consequências do Brexit, é atacar as causas do Brexit”, disse Costa. “O projeto europeu tem-se afastado excessivamente das necessidades do dia-a-dia. O projeto europeu têm-se convertido numa coisa quase burocrática e com uma visão dogmática sobre o que deve ser a economia”, acrescentou.

E prova disso mesmo, referiu o primeiro-ministro, são “as sanções incompreensíveis” a Portugal e Espanha.

Para António Costa é essencial chegar às negociações com os britânicos com um “espirito amigável”, principalmente tendo em conta que Portugal e Reino Unido formam a aliança nacional mais antiga. “É necessário assegurar os interesses de todos. E assegurar que com a saída o Reino unido e a União Europeia continuam a trabalhar em conjunto”, considerou.

A questão do tempo não é essencial, na perspetiva de Costa, até porque “não faz sentido negociar com o reino Unido, quando este tem um governo demissionário”. No seguimento do resultado do referendo, que ditou a saída dos britânicos, o primeiro-ministro David Cameron apresentou a sua demissão.