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Costa acusa oposição de direita, “que não acertou em nenhuma previsão”

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EDUARDO COSTA/LUSA

Num discurso durante as Jornadas Parlamentares do PS, António Costa acusou a oposição de estar “amarrada ao passado” e de não apresentar nenhuma alternativa. Após seis meses de governação, o primeiro-ministro garante que só há motivos para manter a confiança na sua equipa: “Não tivemos que fazer nada contrário aquilo que prometemos”

Num balanço aos seis meses do Governo, António Costa afirmou esta segunda-feira que a tarefa do Executivo “ainda só agora começou”, mas que está confiante de que continuará a alcançar as metas desejadas.

“Não tivemos que fazer nada contrário aquilo que prometemos fazer. Cumprimos aquilo que dissémos no que diz respeito à política de rendimentos ou em matéria de execução orçamental. Temos por isso não só razões para estarmos confiantes, como de consciência tranquila”, declarou o primeiro-ministro na sessão de encerramento do Ciclo de Conferências a Força da Autonomia Somos Todos Nós, incluído no programa das Jornadas Parlamentares do PS, em Ponta Delgada.

O primeiro-ministro sublinhou que as estimativas do Governo estão a corresponder à realidade, acusando a oposição viver presa ao passado e de não apresentar nenhuma alternativa. “Os grandes falhados são a direita (sic). A direita é que não acertou numa única das suas previsões e agora não tem nem medidas adicionais nem plano B para apresentar ao país, está esgotada, amarrada e ficou no passado que os portugueses derrotaram, acrescentou.

Costa congratulou-se também com o facto de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter divulgado que foi alcançado “o melhor défice desde 2008”.

“Não haverá plano B”

“Estou muito contente por estarmos a conseguir cumprir o nosso objetivo sem planos B nem medidas adicionais, mas sei que ainda nos falta muito para alcançar os resultados do défice nos Açores, porque esses são mesmo muito difíceis de atingir, mas é essa a motivação que tenho”, assegurou.

O primeiro-ministro frisou ainda que a reposição das 35 horas na Função Pública entra em vigor no próximo dia 1 de julho, e que a sua equipa está a trabalhar com vista ao reforço da estabilidade do sistema financeiro.

Afirmando que as prioridades do Governo passam por criar condições para o investimento por parte das empresas e resolver os bloqueios da economia, Costa defendeu que o Programa Nacional de Reformas inclui medidas que procuram resolver os problemas estruturais.

“O nosso plano A é o plano A, não haverá plano B”, garantiu.