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PCP acusa Canavilhas de “falta de bom senso”

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Num artigo de opinião no “Avante!”, Jorge Cordeiro diz que a sugestão da ex-ministra da Cultura de despedimento de uma jornalista do “Público” é “social e politicamente reprovável”. E demonstra “falta de bom senso”

Tem como título "Tempestade em copo de água" e é um dos artigos de opinião publicados na edição de hoje do jornal oficial do PCP, "Avante!". Jorge Cordeiro, membro do secretariado nacional e da comissão política dos comunistas é o autor do texto que se refere exclusivamente à polémica provocada pela cobertura jornalística feita pelo jornal "Público" a propósito da marcha realizada, no passado sábado, em Lisboa para defesa da escola pública.

Na altura, Gabriela Canavilhas, dirigente do PS e antiga responsável da Cultura do Governo de José Sócrates, indignou-se com o artigo do "Público" e sugeriu mesmo o despedimento da jornalista responsável pelo texto por alegada falta de isenção.

O dirigente comunista não tem dúvidas de que "mandaria o bom senso ninguém se expor em termos de indignação perante a falta de isenção e o sentido de classe do referido matutino". As criticas são distribuídas tanto pela atitude de Gabriela Canavilhas como pela cobertura jornalística do "Público", mas Cordeiro classifica de "reprovável social e políticamente", de "inopinada" e de "contrasenso" a atitude da ex-ministra socialista.

"Sugerir que alguém seja despedido por corporizar esse estilo de jornalismo é não só política e socialmente reprovável como um contra senso. Reprovável porque no domínio de despedimentos este órgão de comunicação social não peca por defeito como o testemunham amargamente muitas dezenas de profissionais da casa. Um contra senso porque, olhando para o trabalho jornalístico em causa, tendencioso e semeado de mentiras, a sua autora só pode ser objecto, aos olhos dos que determinam o conteúdo editorial do jornal, de louvor e promoção", escreve Jorge Cordeiro.

As críticas à jornalista do "Público" prosseguem ao longo do artigo do dirigente do PCP, que considera que o facto de a jornalista ter referido que Jerónimo de Sousa e Catarina Martins se encontravam "no palco" da manifestação é um sinal de "cegueira, incompetência ou má-fé".