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PSD espera que PS não esteja a impedir o funcionamento da comissão de inquérito à CGD

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Josá Carlos Carvalho

“Esperamos que o PS não comece a usar artimanhas tácitas para tentar impedir o funcionamento de instrumentos e controlo democrático, como é a comissão de inquérito”, diz o deputado social-democrata António Leitão Amaro

O PSD disse esta quarta-feira esperar que o PS, que pediu uma audição urgente do governador do Banco de Portugal, não esteja a impedir o funcionamento de instrumentos como uma comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos.

"Esperamos que o PS não comece a usar artimanhas tácitas para tentar impedir o funcionamento de instrumentos e controlo democrático, como é a comissão de inquérito", disse à Lusa o deputado social-democrata António Leitão Amaro.

Para o PSD, destacou, "só o esclarecimento e a transparência de uma comissão de inquérito pode fazer estabelecer a confiança" nas instituições.

O PS pediu na terça-feira uma audição parlamentar urgente do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, para obter esclarecimentos sobre a Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Relativamente ao pedido do PS, Leitão Amaro diz ainda não conhecer o teor do texto socialista, referindo apenas que, "em geral, o PSD tem por hábito a abertura ao esclarecimento e à transparência". No entanto, sublinhou que espera que o PS não "leve a cabo ações e práticas que desrespeitem os instrumentos democráticos parlamentares", como a comissão parlamentar de inquérito pedida pelo PSD.

Os deputados do PS da Comissão de Orçamento e Finanças "requereram a vinda do senhor governador com carácter de urgência para esclarecer a situação da Caixa Geral de Depósitos", afirmou na terça-feira à noite à Lusa o deputado socialista João Galamba.

Segundo o parlamentar socialista, é "importante" que o governador do Banco de Portugal, "responsável máximo pela estabilidade do setor financeiro e "um dos principais responsáveis pelo segundo pilar do programa de ajustamento da 'troika' que dizia respeito à estabilidade do sector financeiro", esclareça os "contornos" da recapitalização da Caixa.

Em 2012, o Estado injetou 750 milhões de euros diretamente em ações na Caixa Geral de Depósitos e ainda 900 milhões em instrumentos de capital contingente, dívida pela qual o banco público paga juros anuais.

Para João Galamba, é necessário Carlos Costa explicar as razões pelas quais quatro anos depois de ter sido feito um "levantamento exaustivo da situação" do banco e das necessidades de capital se perceber que o "problema do setor financeiro português não está resolvido e que a Caixa "tem necessidade de capital".