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Os 5 administradores da CGD na mira da comissão de inquérito

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Sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa

Alberto Frias

Ao longo de 16 anos, passaram pela CGD cinco administradores que juntaram gestores, homens da banca e políticos tanto do PS como do PSD e até CDS.

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

São cinco as administrações da Caixa Geral de Depósitos (CGD) que terão que prestar contas à futura comissão de inquérito que irá analisar a gestão desde o ano de 2000.

António de Sousa foi presidente do conselho de administração entre 2000 e 2004, tendo sido nomeado pelo Governo de António Guterres. Antes sido governador do Banco de Portugal (1994 a 2000) na altura da preparação da adesão de Portugal ao euro. Dessa administração fazia ainda parte o ex-ministro da Indústria de Cavaco Silva, Mira Amaral.

Seguiu-se Vítor Martins, que esteve apenas um ano na CGD, entre 2004 e 2005. Foi escolhido no governo de Pedro Santana Lopes pelo então ministro das Finanças António Bagão Félix. Vítor Martins foi secretário de Estado dos Assuntos Europeus no Governo de Cavaco Silva, altura em que trabalhou com Durão Barroso. Nessa altura foi nomeada para a administração a ex-ministra da Justiça de Durão Barroso indicada pelo CDS, Celeste Cardona.

Com a mudança de Governo em 2005, o novo primeiro-ministro, José Sócrates, substituiu de imediato Vítor Martins por Carlos Santos Ferreira, que tinha estado à frente da área dos seguros da CGD. Fez um mandato entre 2005 e 2008 e saiu diretamente para a liderança do BCP. Dessa administração fazia ainda parte o ex-ministro da Juventude e Desporto de António Guterres, Armando Vara.

Ainda é com o Governo de Sócrates, que entra para presidente do conselho de administração da CGD um ex-ministro do PSD, Fernando Faria de Oliveira. Tinha sido ministro do Comércio de Aníbal Cavaco Silva. Fica até 2011, altura em que sai para a Associação Portuguesa de Bancos. Dessa administração, faziam parte Rodolfo Lavrador, que foi chefe de gabinete de António Guterres, ou Jorge Tomé, que era presidente do Caixa Banco de Investimento.

Entra então José de Matos, quadro do Banco de Portugal, que completa dois mandatos: 2011 a 2013 e de 2013 a 2015. Na sua equipa, teve, entre outros, Nuno Fernandes Thomaz ou António Nogueira Leite.