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Colégio Militar: inspeção deixa Azeredo Lopes “muitíssimo contente”

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Mário Cruz / Lusa

Ministro da Defesa ficou “muitíssimo contente” com os resultados da última inspeção ao Colégio Militar

A inexistência de “situações discriminatórias” no Colégio Militar deixaram o ministro da Defesa “muitíssimo contente”, declarou esta tarde no Parlamento Azeredo Lopes, que voltou a garantir que “teria feito tudo essencialmente da mesma forma”.

A principal conclusão do relatório à última inspeção no Colégio Militar, conhecida esta terça-feira, não identificou quaisquer evidências da existência de situações discriminatórias, motivadas por questões raciais, religiosas, sexuais, com base na orientação sexual ou por outros fatores”.

Azeredo Lopes congratulou-se ainda com a criação de um “um grupo de trabalho para proceder à revisão dos regulamentos internos no sentido de reforçar a mitigação de eventuais riscos”, decidida pelo chefe de Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte.

Já na recta final da audição desta tarde, perante a insistência do deputado do PSD, Bruno Vitorino, que acusou o ministro de errar e deixar o Colégio Militar numa "situação difícil durante muito tempo", Azeredo respondeu assim: "Não consigo assumir o pecado. Se o tiver Deus me perdoará. Quanto mais o tempo passa mais acho que decidi bem. Acho que não há assuntos tabus. Não vou dizer 'perdoa-me', nem assumir o pecado porque estaria a mentir e mentir é também um pecado".

O caso de uma alegada discriminação de alunos desta instituição de ensino, tutelada pelo Exército, levou à demissão do anterior chefe de Estado-Maior, general Carlos Jerónimo.

Fonte do gabinete de Azeredo Lopes, não identificada pela Lusa, disse esta tarde à agência que, apesar do relatório ainda estar “em apreciação “importa, desde já, sublinhar a decisão do chefe do Estado-Maior do Exército de proceder à revisão dos regulamentos internos do Colégio Militar, no sentido de reforçar o desenvolvimento de valores essenciais constitucionalmente consagrados, bem como a promoção de mecanismos, envolvendo todos os atores da comunidade educativa, que previnam a ocorrência de atitudes discriminatórias ou situações de bullying”.

Segundo a mesma fonte, a adoção daquelas medidas por parte do Comando do Exército revela “uma compreensão clara das problemáticas da discriminação e do bullying na formação de crianças e jovens” e demonstram o seu “empenho em desenvolver boas práticas que permitam consolidar o projeto educativo dos Estabelecimentos Militares de Ensino”.