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BE não dá acordo a comissão de inquérito do PSD à CGD

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Pedro Filipe Soares faz apelo ao primeiro-ministro, uma vez que só o Estado, acionista da CGD, pode pedir uma auditoria forense. Proposta do PSD "confirmou as piores expectativas do Bloco"

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

Não há qualquer acordo entre PSD e BE. O BE reiterou esta segunda-feira o pedido de uma auditoria forense à Caixa Geral de Depósitos (CGD) para que sejam investigados todos os créditos de alto risco desde 1996. Esse pedido só pode ser feito pelo acionista principal do banco, ou seja, o Estado, através do Ministério das Finanças mas o BE vai apresentar um projeto de resolução a sugeri-lo ao Governo.

Em conferência de imprensa no Parlamento, o líder parlamentar, Pedro Filipe Soares, acusou ainda o PSD de estar a "instrumentalizar" com a comissão de inquérito parlamentar a CGD para a "fragilizar". O partido de Passos Coelho entregou ontem ao BE o texto com a sua proposta de objeto de investigação da CGD mas esta não teve o apoio dos bloquistas.

"Esse texto confirmou as piores expectativas do Bloco, já enunciadas no debate parlamentar da semana passada. O Bloco não dispensa o esclarecimento das responsabilidades pelas decisões de gestão ruinosas para o banco público. Mas como já esperávamos, não é isso que mobiliza o PSD", disse.

Segundo o BE, a proposta apresentada pelo PSD é para "avaliar o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos que está a ser preparado e negociado pelo Governo com as instituições europeias, incluindo as efetivas necessidades de injeção de fundos públicos e (...) alternativas possíveis".

Isto significa que "o PSD quer usar assim o Parlamento para prejudicar a recapitalização da Caixa e uma forma de a adiar", acusa o BE.

O deputado lembrou que nos últimos dias "várias pessoas de vários quadrantes" manifestaram-se contra a comissão de inquérito.