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Moção de censura ao Governo da Madeira “foi um flop”, diz Albuquerque

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HOMEM DE GOUVEIA / Lusa

Parlamento regional chumbou a primeira moção de censura contra o Governo local, apresentada pelo PCP. Miguel Albuquerque diz que não passou de “ruído mediático” e que a sua “complacência para com partidos totalitários é zero

O presidente do Governo Regional da Madeira consider que a moção de censura ao seu executivo, apresentada pelo PCP e chumbada na Assembleia Legislativa, foi "um verdadeiro flop".

"Foi um verdadeiro flop e descredibiliza o que é a natureza do PCP", declarou Miguel Albuquerque (PSD), no encerramento da discussão da primeira moção que o executivo madeirense, empossado a 20 de abril de 2015, enfrentou no Parlamento do arquipélago.

O governante considera não ter visto "qualquer surpresa com o desenrolar do debate", porque não passou de "ruído mediático". Albuquerque declarou ser um democrata, disponível para responder perante o Parlamento da Madeira, mas frisou que a sua "complacência para com partidos totalitários é zero".

Sublinhou ainda que enquanto liderar o Governo Regional o PCP não vai assumir "o poder a partir da rua, nem os sindicatos vão mandar em Governos eleitos pelo povo". Albuquerque instou o PCP e o BE a "assumirem as suas responsabilidades", acrescentando que "vêm para aqui [Parlamento da Madeira] cantar de galo e lá [em Lisboa] são submissos".

O líder madeirense enunciou várias medidas preconizadas pelo Governo em diferentes áreas, tendo, em matéria de saúde, reiterado que se os deputados do BE e PCP "querem realmente apoiar os madeirenses, atuem junto do Governo, que suportam, de modo a que os 15 milhões de euros que são devidos ao Serviço Regional de Saúde, sejam rapidamente desbloqueados".

Também destacou que, este ano, o Governo tem vários projetos de intervenção em diferentes centros de saúde e nos blocos do hospital do Funchal que vão representar "um investimento superior a oito milhões de euros".

"Não é vossa vontade que este Governo [regional] caia", disse ainda o presidente do executivo madeirense, frisando estar "sereno" e que vai "cumprir" o seu programa de quatro anos.

A moção de censura ao Governo da Madeira apresentada pelos deputados do PCP na Assembleia Legislativa Regional foi rejeitada esta tarde pela maioria do PSD. O CDS absteve-se, tendo o PS, JPP, BE e os deputados do PTP e independente votado favoravelmente a moção de censura.