Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Moção de censura ao Governo da Madeira foi expediente “sem pés nem cabeça”

  • 333

OCTÁVIO PASSOS

Miguel Albuquerque, líder madeirense, diz que no documento de 11 páginas da “suposta moção de censura” ao Governo Regional era constatável “apenas uma indigência absoluta de ideias, de argumentos, bem como as habituais inverdades que moldam o discurso comicieiro” do PCP

O presidente do Governo Regional da Madeira considera que a moção de censura discutida esta manhã no Parlamento da ilha foi um expediente regimental sem "pés nem cabeça" e um "artifício frágil" do "circo mediático" do PCP.

"O expediente regimental que utilizam não tem 'pés nem cabeça' e é apenas um artifício politicamente frágil para o circo mediático em que são 'useiros e vezeiros", afirmou Miguel Albuquerque, na Assembleia Legislativa da Madeira, durante a discussão da primeira moção de censura ao executivo do arquipélago, apresentada pelos comunistas.

A moção foi apresentada 14 meses depois de o XII Governo Regional ter tomado posse, a 20 de abril de 2015 e, segundo os comunistas, surge contra o "desnorte", o "descrédito" e a "constrangedora instabilidade governativa" do executivo.

O governante disse que no documento de 11 páginas da "suposta moção de censura" ao Governo da maioria do PSD era constatável "apenas uma indigência absoluta de ideias, de argumentos, bem como as habituais inverdades que moldam o discurso comicieiro" do PCP.

"A vossa ânsia para ganhar protagonismo político esbarra com a realidade e o trabalho que está a ser executado por um governo democraticamente eleito", sustentou Albuquerque, apontando que "as consequências são nenhumas" e resultam da "utilização de uma figura regimental para liderar a oposição radical na Madeira".

Salientando que o executivo se tem pautado por uma postura dialogante, Miguel Albuquerque alertou que "esta disponibilidade democrática" não é "sinónimo de fraqueza ou falta de determinação na prossecução das políticas" do Governo Regional e acrescentou que não está "prisioneiro de qualquer (...) grupo de pressão".

O chefe do executivo insular refutou as acusações do PCP em matéria de turismo, argumentando que "os números dizem tudo e 2015 foi o melhor ano turístico de sempre" e que a liberalização dos transportes aéreos resultou num acréscimo de chegadas nos aeroportos da região.

Sobre o subsídio de mobilidade, "os madeirenses não querem voltar ao modelo anterior", existindo 11 milhões de euros para reembolsos, sendo que, ao fim de seis meses, "o modelo permitiu devolver seis milhões às famílias".

"Se o PCP apoia o Governo nacional, a melhor coisa que pode fazer pela saúde da Madeira é pressionar para este pagar, o mais rapidamente possível, a dívida do Estado ao Sistema Regional de Saúde, que já tingiu o valor de 15 milhões", insistiu, defendendo que deve adotar a mesma postura para conseguir o reforço de verbas para as áreas sociais da Madeira e que defina uma verba do Orçamento de Estado para criar uma linha marítima.

Miguel Albuquerque sublinhou que se regista "uma retoma económica em todas as áreas", vincando que existem também "melhorias substanciais em todas as valências" na Educação, "tudo graças ao talento e trabalho empenhado dos professores", e declarou que, enquanto liderar o Governo da Região, o PCP não vai conseguir mandar no sindicato destes profissionais.

Na área da Saúde, vincou "não existir incompetência, nem subfinanciamento", indicando ser necessário "alterar e reorganizar o sistema hospitalar", anunciando um reforço de pessoal médico e de enfermagem no Serviço Regional de Saúde (SESARAM).