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Costa admite “redução de pessoal” na CGD, mas diz não estarem “previstos despedimentos”

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Marcos Borga

Objetivo fixado pelo Governo para a Caixa Geral de Depósitos é muito claro, disse o primeiro-ministro no Parlamento: “Queremos uma CGD 100% pública”, a funcionar como “um pilar” para a economia nacional”. Redução de pessoal e de balcões pode vir a acontecer

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

“Neste momento, do que conheço do plano, não estão previstos despedimentos na Caixa Geral de Depósitos (CGD)”, disse no Parlamento António Costa, embora tenha admitido como uma possibilidade a “redução de pessoal” e o fecho de alguns balcões. Durante o debate quinzenal, Costa garantiu, por outro lado, que o Governo quer manter o banco "100% público".

Em resposta às questões que foram lançadas por Jerónimo de Sousa, do PCP, o primeiro-ministro recusou revelar pormenores do plano de reestruturação que está a ser ultimado, nomeadamente o valor que será necessário para a recapitalizaçãoo, mas afirmou que a visão do Governo para a Caixa “é coincidente” com a do PCP.

“Queremos que seja um fator de estabilidade do nosso sistema financeiro” e que “funcione como um pilar da economia”, disse António Costa, nomeadamente apoiando as pequenas e médias empresas, “para potenciar a criação de emprego”.

Na abertura do debate, que decorre no Parlamento, o líder comunista começou por acusar o PSD de “lançar dúvidas e suspeições sobre as reais necessidades de recapitalização da CGD” apenas para a atingir “enquanto banco público”, para “que se torne mais fácil a sua privatização”.

Jerónimo de Sousa acrescentou que o seu partido recusa “contribuir para esse peditório”, para mais à frente sublinhar que os comunistas consideram “inaceitáveis os salários milionários” dos administradores da CGD.

“Consideramos que a competência resulta do saber e não do nível de remunerações”, afirmou o líder comunista, dizendo ainda que a composição da administração da Caixa é encarada pelo PCP “com reservas”.

Também Heloísa Apolónia, do partido “Os Verdes”, perguntou diretamente ao primeiro-ministro se “podemos contar com o Governo para resistir a pressões que venham a exigir o fecho de balcões e despedimentos”.

Na resposta, António Costa disse não estarem previstos despedimentos. O chefe do Governo admitiu, contudo, que situações de reforma podem resultar numa “redução de pessoal”. Quanto ao número de balcões, Costa mostrou-se convicto de que “não deixará de haver uma grande rede nacional”, tal como considerou importante que a Caixa mantenha uma presença internacional”, percebendo onde essa presença “é estratégica”, o que “aí sim” poderá resultar em “encerramentos”.

(Texto atualizado às 17h25)