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Política

PCP critica gestão da CGD com “uma espécie de Tratado de Tordesilhas” do PSD, PS e CDS

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MIGUEL A. LOPES/ Lusa

Jerónimo de Sousa é contra uma comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos e defende novo plano de recapitalização

O secretário-geral do PCP defendeu a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos mas "acompanhada do fortalecimento da atividade" da instituição, defendendo que aquele banco não deve existir para "tapar buracos" e sim para estar ao serviço da economia.

Em Braga, à margem de uma visita a uma exploração leiteira, Jerónimo de Sousa afirmou não ser necessária uma comissão de inquérito para apurar a situação da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e que se PSD e CDS têm questões sobre o banco devem-nas dirigir aos seus militantes que "estiveram na gestão" da instituição.

"É preciso, de facto recapitalizar a CGD, mas acompanhada do fortalecimento da atividade da CGD. Nós consideramos que é preciso lembrar o que foi feito e o que aconteceu quando [a CGD] teve que ir encharcar o BPN ou BCP", defendeu Jerónimo de Sousa.

O líder alertou para a necessidade do reforço da atividade da CGD para proteger os trabalhadores da instituição.

"Se diminuem as áreas de intervenção da CGD as consequências sobram para os trabalhadores. Essa ideia do fortalecimento é a melhor garantia de não despedimentos coletivos e em massa", referiu.

O líder comunista respondeu ainda às reivindicações para que seja aberta uma comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos, deixando críticas a PSD, CDS e PS.

"Queria sublinhar isto porque ouço alguns dizerem que querem perguntar, acho que não é preciso nenhuma comissão de inquérito. PSD e CDS podem perfeitamente ter a informação toda tendo em conta que durante anos PS, PSD e CDS, à vez ou numa espécie de Tratado de Tordesilhas, geriram a CGD através de dirigentes partidários", referiu.

"A primeira pergunta a fazer por parte de PSD e CDS é aos seus próprios militantes que estiveram na gestão da Caixa, uma gestão que nós criticámos", concluiu.

Para Jerónimo de Sousa a "CGD deve estar virada para o reforço e desenvolvimento da Economia e não [servir] para tapar buracos que outros abriram", apontando a necessidade daquele banco ter "outra orientação estratégica".