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“É como na política: quando se perde, pensa-se no próximo jogo”

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Tiago Miranda

“Este podíamos ter ganho!” Passos Coelho é contido, já se sabe. Mas vibrou com o golo e sofreu com o empate: “Não sofro muito, mas sofro”. Se Portugal passar à fase seguinte, ele vai a França. Com Marcelo?

Se Portugal passar da fase de grupos, Pedro Passos Coelho vai a França apoiar a Seleção. Nos próximos dois jogos o líder do PSD não poderá estar presente, porque está de partida para uma visita à comunidade portuguesa no Brasil. Ou seja, no fundo, no fundo, os roteiros de Passos e Marcelo, entre futebol e emigrantes, não andam assim tão longe. Puxar por Portugal está na moda na agenda dos políticos.

Passos assistiu ao Portugal-Islândia na sede nacional do PSD, em Lisboa. Um ecrã gigante, pouca gente, sobretudo funcionários, poucos dirigentes, poucos deputados. Matos Rosa, secretário-geral, e Teresa Morais, vice-presidente do partido, acompanharam o líder. E Passos Coelho confirmou ser contido. Vibrou com o golo e sofreu com o empate - "Eu sofro pouco, mas sofro". Mas rapidamente partiu para outra: "É como na política: quando se perde, pensa-se no próximo jogo".

Duas sardinhas, uma sangria branca, um caldo verde quentinho. Passos comeu com gosto no intervalo. E no fim não escondeu a desilusão: "Este podíamos ter ganho". Diz "confiar na equipa". E espera ter oportunidade de ir a França. Quem sabe, ainda se encontra com o Presidente da República. Já agora, o que achou da visita de Marcelo a Paris? Passos sorri e dá mais uma colherada no caldo verde. "A política é uma corrida de fundo".