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CGD já despediu 750 trabalhadores

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Termina este mês o último processo de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos, que levou à dispensa de 750 trabalhadores. Sindicatos pediram uma reunião de urgência ao ministro das Finanças para saber o que está a ser negociado em Bruxelas.

Chama-se 'Plano Horizonte' e foi aberto há um ano. O objetivo era negociar a redução de quadros da Caixa Geral de Depósitos, uma estrutura que só no sector bancário emprega quase 9 mil trabalhadores. A CGD previa dispensar cerca de um milhar de funcionários, mas no final do programa (que termina este mês) são 750 os trabalhadores que aceitaram deixar os balcões da Caixa.

Numa altura em que surgem notícias de que a CGD poderá vir a cortar mais postos de trabalho, os representantes sindicais da Caixa não sabem o que se está a preparar para o grupo. «Não nos foi comunicado rigorosamente nada», disse ao Expresso o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC). João Lopes assume que «há três anos que está em curso um processo de reestruturação da empresa, que levou à saída de mais de mil trabalhadores» e até comprrende os motivos.«Toda a banca portuguesa e da União Europeia está exageradamente com a sua capacidade instalada», diz,.

No caso da Caixa, porém, a anunciada mudança de administração dificulta as negociações. A tomada de posse dos novos administradores ainda nem sequer tem data marcada e há apenas quatro gestores em funções. «É uma situação dramática», diz João Lopes, que lamenta o facto de os representantes dos trabalhadores não terem «qualquer interlocutor» porque «na prática não há, nem pode, haver qualquer alteração neste momento».

O presidente do STEC condena, por isso mesmo, as declarações de Marques Mendes que, no seu último comentário na SIC, garantia existir um plano de reestruturação da CGD que levaria à dispensa de dois mil funcionários. O programa estaria a ser negociado entre o Governo e os responsáveis da UE e seria a contrapartida necessária para o aval europeu à injecção de 4 mil milhões de euros para reforço financeiro daquele banco.

«As declarações de Marques Mendes não têm qualquer cabimento. Tudo o que se falar sobre este assunto é pura especulação e alarmismo que não faz qualquer sentido», afirma.