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Costa e Marcelo exaltam papel das Forças Armadas e importância da Europa

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PAULO NOVAIS / LUSA

O Presidente da República defende uma Europa “mais unida”, de “braços abertos para os que vêm da guerra”, numa referência aos migrantes e refugiados. E sublinhou ser preciso “solidariedade dentro da própria Europa”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, exaltou este sábado, na vila de La Couture, no norte de França, o papel das Forças Armadas portuguesas e advertiu que "quando os poderes políticos não sabem respeitar as Forças Armadas perdem uma parte da sua legitimidade".

Também o primeiro-ministro, António Costa, que discursou antes do Presidente da República junto ao monumento de homenagem aos soldados portugueses que participaram na Primeira Guerra Mundial, lembrou que as Forças Armadas asseguram a “continuidade do Estado” e a sua soberania, “seja na defesa do território pátrio, seja além-fronteiras no exercício das missões que a Pátria lhes confia”.

O chefe de Governo agradeceu às autoridades francesas por homenagearem os soldados portugueses “e todos os que se bateram e ainda batem por uma Europa unida e por um futuro de prosperidade para todos os povos da Europa”.

E acrescentou: “Hoje estamos juntos na mesma Europa, com o mesmo sonho de ter uma terra de liberdade, fraternidade e igualdade, a grande mensagem que a Revolução Francesa deu à Europa e que está na base dos valores europeus”, destacou, em francês.

“Solidariedade dentro da própria Europa”

Enquanto comandante supremo das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa declarou que “é importante que o Portugal democrático, desde o início, tenha agradecido às Forças Armadas o passo essencial que foi dado pela liberdade e pela democracia” e que depois nunca tenha deixado “de reconhecer o seu papel no presente e para o futuro, dentro de todo o território nacional e em missões internacionais”.

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a coragem dos militares que morreram há um século e que, “sem saberem, estavam a trabalhar pela Europa das novas gerações”.

"Não faz sentido que tantos europeus se tenham batido pela Europa para haver uma Europa de primeira, segunda, terceira e de quarta. Há uma só Europa e essa Europa é uma Europa de primeira, de igualdade entre os cidadãos europeus, uma Europa que vive a solidariedade hoje como a quis viver desde os anos 50", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República falou ainda da “construção de uma Europa que seja mais unida, mais fraterna e mais solidária”, com ideais que “obrigam a ter os braços abertas para os que vêm da guerra (...) os refugiados, muitos migrantes”, sublinhando que é preciso “uma visão conjunta da segurança europeia” e “solidariedade dentro da própria Europa”.

Depois dos discursos, seguiu-se um minuto de silêncio, os hinos português e francês e a comitiva dirigiu-se para o cemitério, a três quilómetros de La Couture.

As comemorações do Dia de Portugal, que se prolongam até domingo, em França, começaram na sexta-feira com uma cerimónia militar no Terreiro do Paço, em Lisboa, e com uma celebração na Câmara de Paris com o Presidente francês.

Esta manhã, o Presidente da República e o primeiro-ministro visitaram o lugar do antigo 'bidonville' português de Champigny-sur-Marne, nos arredores de Paris, onde milhares de emigrantes viveram nos anos 60 e 70, tendo atribuído novas condecorações.

Esta noite, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa encontraram-se com a seleção portuguesa, no centro de treinos de Marcoussi, nos arredores de Paris.