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Sondagem: Metade dos portugueses de acordo com revisão dos contratos de associação

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Manifestação dos colégios privados em Lisboa, contra os cortes nos contratos de associação, a 29 de maio

Marcos Borga

Para além da opinião sobre a revisão dos contratos de associação com os colégios privados, o barómetro de junho da Eurosondagem para o Expresso/SIC mostra ainda quais as respostas à pergunta sobre se Pedro Passos Coelho deverá demitir-se se perder as eleições autárquicas

Metade dos portugueses (49,8%) concordam com o Governo na revisão dos contratos de associação com colégios privados, segundo o barómetro de junho da Eurosondagem para o Expresso e a SIC. Pelo contrário, 39,7% dos inquiridos mostraram estar em desacordo com o Executivo nesse tema.

Esta foi uma das perguntas feitas no inquérito realizado entre os dias 1 e 7 de junho, sobre uma das matérias polémicas que estiveram presentes nas últimas semanas.

Outra das questões deste inquérito esteve ligada à greve dos estivadores e ao acordo estabelecido com o Governo. “O acordo com os estivadores foi bom para o Estado português?”, questionava-se. À pergunta, 40% dos inquiridos disseram que sim, enquanto 36,7% responderam que não, refletindo uma relativa proximidade entre as duas respostas.

Em causa esteve um acordo estabelecido entre os estivadores e o Governo, que prevê que sejam admitidos "23 trabalhadores eventuais nos quadros da Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa (ETPL) no prazo máximo de seis meses". O acordo - coordenado pela ministra Ana Paula Vitorino, com o apoio da nova presidente da Administração do Porto de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, Lídia Sequeira -, incluiu igualmente os termos da progressão na carreira de estivador.

O barómetro de junho mostra ainda que mais de dois terços dos inquiridos (68,8%) consideram como positivos os seis primeiros meses do Governo, somando as avaliações de “muito bom” (10,6%), “bom” (22,7%) e “razoável” (35,5%).

Já sobre o líder da oposição, foi colocada uma pergunta no inquérito. “Pedro Passos Coelho deve demitir-se se perder as autárquicas?” A esta pergunta, houve mais respostas negativas (46,3% do total) do que positivas (41,5%), ainda que sem um grande intervalo entre ambas.

Ficha técnica

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 1 a 7 de JUNHO de 2016. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (20,5%) — A.M. do Porto (14,8%); Centro (28,6%) — A.M. de Lisboa — (26,2%) e Sul (9,9%), num total de 1025 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1216 tentativas de entrevistas e, destas, 191 (15,7%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 50,8%; masculino — 49,2% e, no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 18%; dos 31 aos 59 — 49,8% e com 60 anos ou mais — 32,2%. O erro máximo da amostra é de 3,06%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social