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Barroso desmente apoio a vice da Comissão para secretária-geral da ONU

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LUSA

O antigo presidente da Comissão Europeia garante ao Expresso que apoia a candidatura de António Guterres às Nações Unidas e desmente a notícia avançada pelo EurActiv, de que estará no encontro de Bilderberg a obter apoio para a vice-presidente da Comissão Europeia Kristalina Georgieva

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Durão Barroso garantiu ao Expresso que não está a tentar obter apoio para a nomeação da comissária europeia Kristalina Georgieva como secretária-geral das Nações Unidas (ONU). O antigo líder da Comissão Europeia desmentiu assim a notícia avançada esta sexta-feira pelo EurActiv e recordou que apoia António Guterres na corrida às Nações Unidas, “como sempre” apoiou.

Recorde-se que em fevereiro Barroso apresentou o seu apoio ao antigo antigo alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), “saudando a decisão” de Portugal e elogiando as qualidades de Guterres.

No entanto, esta sexta-feira o EurActiv noticiava que a comissária europeia responsável pelo Orçamento e Recursos Humanos contaria com o apoio do ex-presidente da Comissão - que está no comité organizador do encontro do grupo Bilderberg, que decorre em Dresden, na Alemanha - para que fosse nomeada como candidata a secretária-geral da ONU.

O jornal europeu adiantava ainda que Barroso teria pedido ao primeiro-ministro da Bulgária, Boyko Borissov, para que alterasse a candidata búlgara às Nações Unidas, diretora-geral da UNESCO, e que a comissária teria enviado antigo eurodeputado social-democrata Mário David numa tentativa de obter o apoio de outro país para a sua nomeação. Mário David terá alegadamente contactado os Governos da Hungria e Albânia.

A Georgieva, Borissov terá dito que não poderia nomeá-la por esta ter um “dossier” que revelava a sua ligação aos antigos serviços secretos. Segundo o jornal europeu, até 20 de abril os documentos que o Comdos (o serviço que trata do acesso e revelação de documentos que anunciam estas ligações aos serviços secretos) dispunha não incluíam o nome da comissária europeia. O serviço aguardava ainda a chegada de mais informação das agências de intelligence.

Notícia atualizada às 12h31