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Política

Preço da carne de porco já subiu 20% no último mês

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Leite vai replicar medida do sector da carne de porco e implementar rótulos com designação da origem

Joana Madeira Pereira

Saiu esta sexta-feira, em Diário da República, a legislação sobre a rotularem da carne de porco, caprino e ovino. A partir de hoje, as embalagens vão ter de assinalar a origem da carne.

Esta é uma das medidas implementadas para fazer frente à crise do sector e que, de acordo com o ministro da agricultura, Capoulas santos, permitiram que "nas últimas três, quatro semanas" o preço da carne de porco tivesse registado "aumentos de 20%". Na visita, na manhã desta sexta-feira, à Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, o governante afirmou: "estou convencido que o pior já passou".

Contudo, não mostrou igual otimismo para com o sector do leite que, desde o ano passado, lida com as o fim da quotas leiteiras e a consequente quebra dos preços. "Infelizmente, os preços tardam em subir e acho que se justificam medidas comunitárias de apoio aos produtores", avançou.

Acompanhado pelo comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, Capoulas Santos reforçou que, em setembro e outubro, vai ser pago aos produtores um prémio extraordinário por vaca leiteira. Contudo, a par destas medidas, o ministro defende que as verbas de ajudas não utilizadas por outros Estados-membros em 2015 sejam, agora, mobilizadas para os cofres da União Europeia e utilizadas pelos países que pretendem fazer uso das ajudas, como Portugal.

O governante quer ainda que, à semelhança do que aconteceu no sector da carne de porco, os rótulos dos produtos lácteos também indiquem a origem dos mesmos. "Tenho a certeza que, entrando num supermercado que tenha produtos de origem estrangeira e origem portuguesa, o consumidor preferirá sempre os produtos de origem portuguesa".

O comissário europeu, Philip Hogan, mostrou-se confiante de que as medidas vai surtir efeito - algumas delas vão ser discutidas no próximo conselho de ministros, a 20 de junho. Mas, na conferência internacional em que participou esta manhã, Hogan defendeu que os agricultores europeus também devem participar na solução: "Inovem, procurem novos mercados e baixem as produções, no curto prazo".