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Posição antissanções: não houve acordo entre PS e PSD

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Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, aqui ao lado do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa

Marcos Borga

Grupos parlamentares tentaram até à última hora acertar texto conjunto. Ferro Rodrigues também interveio. Mas sem sucesso. Vão ser votados esta quinta-feira dois textos no Parlamento

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

Os vários grupos parlamentares tentaram até à última hora acertar um texto conjunto que pudesse ser votado esta quinta-feira por todos a condenar eventuais sanções da União Europeia a Portugal por causa do défice de 2015 que ficou em 4,4%, ou seja, acima do teto dos 3%.

Os partidos de esquerda não aceitaram a menção que PSD tinha no seu texto original de que o Governo de Passos tudo fez para manter no ano passado o défice abaixo dos 3%.

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, também interveio e tentou ajudar a aproximar posições oferecendo-se até para ser ele próprio a apresentar um terceiro texto comum.

"O PS não quer assumir que cumprimos os princípios e as metas com que estavamos comprometidos", alegou ao Expresso fonte do PSD.

No texto do PS, que recolheu o apoio do PCP, BE, PEV e PAN, não é referido o passado ou o que o anterior Governo fez ou não. No entanto, todos os partidos consideram que as eventuais sanções serão "injustas e contraproducentes".

Assim sendo, esta quinta-feira vão ser votados dois textos no Parlamento.