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Marcelo valoriza convergência “na substância” contra as sanções

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ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Presidente da República mostrou-se satisfeito por todos os partidos políticos estarem contra sanções a Portugal, mesmo que o não tenham expressado num texto comum

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, valorizou esta quinta-feira que todos os partidos políticos estejam contra sanções a Portugal, manifestando-se satisfeito por essa convergência de substância, embora não na forma de uma texto comum.

"O consenso na substância, no conteúdo, está lá, na forma, não. Dizem o mesmo por palavras diferentes. É muito português", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, após dar início às cerimónias do Dia de Portugal, com o hastear da bandeira nacional no Terreiro do Paço, em Lisboa, e uma visita a uma exposição das Forças Armadas, na Ribeira das Naus.

O chefe de Estado recordou que "os portugueses costumam dizer que o bom é inimigo do ótimo": "Não tendo uma posição traduzida num texto único, mas se através de vários textos disseram o mesmo, é bom, embora não ótimo. Eu fico satisfeito, preferiria o ótimo, mas o bom já é bom".

"A mim, Presidente da República, e a nós, Portugal, o que interessava é que dissessem o mesmo. Se disserem o mesmo através de palavras diferentes, é bom. O que interessa é que lá fora se oiça que todos os partidos políticos pensam o mesmo, uns dizem de uma maneira, outros dizem de outra", argumentou.

Perante a insistência dos jornalistas, que o questionaram se a ausência de um texto comum não seria uma falha nos consensos por si pedidos, Marcelo Rebelo de Sousa disse que "é um passo".

"Lá fora percebe-se que todos estão de acordo ao dizer-se não às sanções", declarou.